15 NOV 2019 | ATUALIZADO 18:56
NACIONAL

Vaticano considera Irmã Dulce a primeira santa verdadeiramente brasileira

Santa Dulce dos Pobres, como passa a ser chamada, foi canonizada nesse domingo (13), pelo Papa Francisco, em cerimônia realizada na Praça de São Pedro, no Vaticano. Ela é a primeira mulher nascida no Brasil que teve milagres reconhecidos.
COM INFORMAÇÕES DO G1 BAHIA
14/10/2019 09:28
Atualizado
14/10/2019 10:56
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Imagem 1 -  Vaticano considera Irmã Dulce a primeira santa verdadeiramente brasileira.
Vaticano considera Irmã Dulce a primeira santa verdadeiramente brasileira.
FOTO: REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Na manhã deste domingo (13) o país ganhou sua primeira santa brasileira. Santa Dulce dos Pobres, é assim que passa a ser chamada a Irmã Dulce após ser canonizada pelo Papa Francisco, na Praça de São Pedro, no Vaticano.

Embora outras brasileiras e uma religiosa que atuou no país tenham sido canonizadas pela Igreja Católica anteriormente, irmã Dulce é a primeira mulher nascida no Brasil que teve milagres reconhecidos.

A santa, conhecida popularmente como Anjo Bom da Bahia, foi uma das religiosas mais populares do Brasil graças ao trabalho social prestado aos mais pobres e necessitados, principalmente na Bahia.

Outros quatro beatos, de diferentes nacionalidades, também foram canonizados por Papa Francisco às 10h34 (5h34 no horário de Brasília) deste domingo. De acordo com o Vaticano, 50 mil pessoas participaram da cerimônia.

"Em honra da Santíssima Trindade, pela exaltação da fé católica e para incremento da vida cristã, com autoridade de nosso senhor Jesus Cristo, os santos apóstolos Pedro e Paulo, depois de haver refletido longamente, ter invocado a ajuda divina e escutado o parecer de muitos irmãos do episcopado, declaramos e definimos santos os beatos: John Henry Newman, Giuseppina Vannini, Mariam Thresia Chiramel, Dulce Lopes Pontes e Marguerite Bauys", declarou o Papa, em latim.


PAPA PEDE INTERCESSÃO DE OUTROS SANTOS

O chamado "rito de canonização" ocorreu na missa de domingo celebrada pelo Papa. Após um canto de entrada, o Papa abriu a celebração e, em seguida, houve um canto de “invocação do Espírito Santo”. O ato é uma forma de pedir a Deus que o ajude a tomar uma decisão acertada.

Depois, em uma "ladainha" — uma oração cantada —, a Igreja invocou a intercessão de todos os outros santos. Em seguida, foi lida a fórmula de canonização.

Depois da leitura da fórmula, em latim, os cinco beatos foram considerados santos. A partir daí, houve um canto de comemoração e a missa seguiu como ocorre nos demais domingos.

Além de Irmã Dulce, foram canonizados:

o teólogo e cardeal inglês John Henry Newmann, um dos principais intelectuais cristãos do século 19;

a religiosa italiana Giuseppina Vannini;

a religiosa indiana Mariam Thresia Chiramel Mankidiyan;

a catequista suíça Margherita Bays.

Na homilia da missa de canonização, o Papa Francisco afirmou que as pessoas que se dedicam ao serviço dos mais pobres na vida religiosa fizeram "um caminho de amor nas periferias existenciais do mundo".

Francisco disse que, como os leprosos citados nos textos bíblicos, "todos nós precisamos de cura" e somente Jesus oferece essa cura. Por isso, segundo ele, é preciso rezar, pois "a oração é o remédio da alma''.

A cerimônia foi acompanhada por autoridades brasileiras como o vice-presidente, Hamilton Mourão; o governador da Bahia, Rui Costa; o prefeito de Salvador, ACM Neto; e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre.

O príncipe Charles, do Reino Unido, também participou da missa. Um dos santos que estavam sendo canonizados é britânico.

Antes da missa, a cantora baiana Margareth Menezes, o padre Antônio Maria e o sanfoneiro cearense Waldonys tocaram e cantaram no altar a música oficial da canonização.


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