30 JUN 2026 | ATUALIZADO 16:56
MUNDO
30/06/2026 16:43
Atualizado
30/06/2026 16:54

Equipe de resgate do Brasil localiza vítimas e auxilia salvamentos na Venezuela

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A equipe humanitária brasileira BRA-10 completou 72 horas de buscas ininterruptas em La Guaira, na Venezuela, após os terremotos que deixaram 1.719 mortos e cerca de 50 mil desaparecidos. Integrados a uma força-tarefa da ONU, os socorristas brasileiros localizaram três vítimas em óbito e auxiliaram no salvamento de outras três pessoas com vida em meio aos escombros.
Imagem 1 -  A equipe humanitária brasileira BRA-10 completou 72 horas de buscas ininterruptas em La Guaira, na Venezuela, após os terremotos que deixaram 1.719 mortos e cerca de 50 mil desaparecidos. Integrados a uma força-tarefa da ONU, os socorristas brasileiros localizaram três vítimas em óbito e auxiliaram no salvamento de outras três pessoas com vida em meio aos escombros.
A equipe humanitária brasileira BRA-10 completou 72 horas de buscas ininterruptas em La Guaira, na Venezuela, após os terremotos que deixaram 1.719 mortos e cerca de 50 mil desaparecidos. Integrados a uma força-tarefa da ONU, os socorristas brasileiros localizaram três vítimas em óbito e auxiliaram no salvamento de outras três pessoas com vida em meio aos escombros.
Foto: Divulgação/MIDR)

La Guaira (Venezuela) - Integrando o esforço de mais de 50 equipes internacionais sob a coordenação do INSARAG (Grupo Assessor Internacional de Busca e Salvamento da ONU), a equipe brasileira — designada como BRA-10 — tem desempenhado um papel decisivo nas operações de Busca e Salvamento Urbano na Venezuela. A equipe atuou por 72 horas ininterruptas em três frentes de trabalho distintas, trabalhando em total sinergia com os demais países diante de um cenário de extrema complexidade, riscos de instabilidade e réplicas constantes.

No panorama geral da operação internacional, que já soma 22 vítimas resgatadas (10 com vida e 12 em óbito), a BRA-10 foi a responsável direta por localizar e recuperar três vítimas em óbito sob os escombros. Além disso, os técnicos da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) e bombeiros militares brasileiros já apoiaram o salvamento de outras três pessoas com vida em missões conjuntas. As equipes permanecem em buscas incessantes por possíveis sobreviventes.

Corrida contra o tempo por sobrevivente

Nesta segunda-feira (29), o foco principal da equipe foi o resgate de uma garota presa sob as estruturas colapsadas. O pedido de socorro chegou após a vítima conseguir contato com a mãe pelo celular. De acordo com o coordenador da missão humanitária e diretor do Departamento de Preparação e Socorro (DPS) da Sedec, Armin Braun, os chamados são constantes. "Como as pessoas sabem que estamos instalados em uma base aqui, os pedidos de socorro surgem a todo momento. Nesta segunda, recebemos a informação de que uma garota está presa nos escombros e, mesmo assim, está em contato com a mãe pelo celular. Nossa equipe está trabalhando sem parar para tentar retirar essa vítima com vida", detalhou o diretor.

O histórico dos últimos dias reflete a intensidade dos trabalhos. No sábado (27), os militares brasileiros participaram do salvamento de duas pessoas em apoio a equipes internacionais. "No primeiro dia da nossa missão, também fomos chamados para ajudar no resgate de uma pessoa presa no nono andar de um prédio. É claro que nem sempre os desfechos são como gostaríamos. Infelizmente, em outra ação, depois de horas de resgate, a vítima acabou não resistindo", lamentou Braun, ressaltando a urgência das operações. "Agora, é uma corrida contra o tempo. Cada minuto faz diferença na tentativa de encontrar pessoas com vida", acrescentou.

Estrutura de resposta humanitária

A Sedec integra o grupo de trabalho liderado pela Casa Civil da Presidência da República e atua como órgão estruturante da resposta humanitária brasileira. A secretaria exerce a coordenação estratégica, administrativa e logística da missão, em articulação com:

• Itamaraty e Agência Brasileira de Cooperação (ABC);

• Ministério da Defesa e Força Aérea Brasileira (FAB);

• Marinha do Brasil e Ministério da Saúde;

• Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel);

• Corpos de Bombeiros Militares estaduais, no âmbito da Política Nacional de Proteção e Defesa Civil.

Terremoto de grande magnitude

Na noite do dia 24 de junho, a Venezuela foi atingida por dois terremotos de grande magnitude, estimados em 7,2 e 7,5, com epicentros na região de Morón, no estado de Carabobo, a aproximadamente 160 km de Caracas. Os eventos provocaram danos severos em áreas urbanas da região central e litorânea do país, com maior impacto nos estados de La Guaira, Carabobo, Aragua e na Região Metropolitana de Caracas.

De acordo com o balanço oficial, centralizado pelo governo venezuelano e atualizado nesta segunda-feira (29), o número de mortes confirmadas saltou para 1.719, com mais de 5.034 feridos. O número de desaparecidos ainda é incerto. Agências internacionais e a ONU estimam que entre 46 mil e 50 mil pessoas.

Imagem 1 -  Equipe de resgate do Brasil localiza vítimas e auxilia salvamentos na Venezuela

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