13 AGO 2022 | ATUALIZADO 19:21
MOSSORÓ
ANNA PAULA BRITO
28/10/2019 11:16
Atualizado
28/10/2019 15:28

Criança que lutava contra a AME morre após 4 anos internada em UTI

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Francisco Lucca estava com 4 anos e 8 meses e lutava contra a doença desde um mês e meio de vida, quando começaram a aparecer os primeiro sintomas. A criança aguardava a liberação do home care para finalmente ir para casa com a mãe, mas a doença evoluiu durante a semana passada e ele acabou não resistindo.
Imagem 1 -  Francisco Lucca, que lutava contra a Amiotrofia Muscular Espinhal (AME) morreu na manhã desta segunda-feira (28), após 4 anos internado em UTI.
Francisco Lucca, que lutava contra a Amiotrofia Muscular Espinhal (AME) morreu na manhã desta segunda-feira (28), após 4 anos internado em UTI.
FOTO: ARQUIVO

Após anos de luta, nesta segunda-feira (28), o pequeno Francisco Lucca não resistiu às complicações causadas pela Amiotrofia Muscular Espinhal (AME) e faleceu na UTI Pediátrica do Hospital Wilson Rosado.

A criança, estava com 4 anos e 8 meses e lutava contra a doença desde um mês e meio de vida, quando começaram a aparecer os primeiro sintomas.

A primeira internação de Lucca, que nasceu em Caraúbas, foi no Hospital Regional Tarcísio Maia, onde passou 8 dias e recebeu alta para ir para casa.

Após não notar melhora, a mãe de Lucca, Vilaneide Bezerra, voltou com a criança para o hospital, onde ele foi diagnosticado com a doença e permaneceu até a manhã desta segunda-feira (28).

Francisco Lucca já havia sido liberado pelos médicos para deixar a UTI e receber o tratamento em casa, através do serviço de home care.

Amigos, familiares e a equipe de enfermagem que cuidava do menino realizou uma campanha nas redes sociais e, com o valor arrecadado, conseguiu reformar a casa da família para que Lucca pudesse voltar para casa.

Tudo estava pronto para recebê-los, faltando apenas a finalização do processo de liberação do home care, feito pelo SUS.

Infelizmente, de acordo com a enfermeira Priscylla Fernandes, que esteve à frente da campanha, durante a semana passada, o quadro de saúde de Lucca teve uma piora inesperada.

“Foi uma coisa súbita, a gente não esperava. Ele começou a ficar com um quadro muito grave e, infelizmente, hoje ele não resistiu. Lucca já estava com a casa pronta, graças às doações recebidas, com a casa pronta para receber o home care, que era a única coisa que estava faltando. Mas a doença avançou e hoje ele evoluiu a óbito”, explicou.

Pricylla também informou que o velório do pequeno Lucca será realizando na cidade em que nasceu, Caraúbas, e o sepultamento acontecerá nesta terça-feira, as 9h. 

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Notas

UNP 27 de junho de 2022

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