10 DEZ 2019 | ATUALIZADO 12:19
MUNDO

Pressionados, presidente e vice da Bolívia renunciam aos cargos

Presidente Jair Bolsonaro, do Brasil, aproveitou a renúncia de Evo Morais para defender a volta do voto impresso; O ex presidente Lula lamentou que Evo Morales tenha sido forçado a renunciar
10/11/2019 22:22
Atualizado
10/11/2019 22:45
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Reprodução

O presidente Evo Morales, da Bolívia, declarou no final da tarde deste domingo (10), que está renunciando ao cargo.

Seguindo o exemplo do presidente, o vice-presidente Álvaro García Limera também deixou o cargo.

A decisão foi anunciada após as Forças Armadas e a Polícia boliviana sugerir que o presidente deixasse o posto.

Morales explicou sua decisão:

"Por que tomei essa decisão? Para que Mesa e Camacho não sigam perseguindo meus irmãos dirigentes sindicais. Para que Mesa e Camacho não sigam queimado a casa dos governadores de Oruro e Chuquisaca". 

Morais continua:

Lamento muito esse golpe cívico, e de alguns setores da polícia que se juntaram para atentar contra a democracia, contra a paz social com violência, com amedrontamento para intimidar o povo boliviano".

O presidente estafa fazendo referência aos grupos políticos de oposição, que ele havia derrotado na eleição passada, realizadas no dia 20 de outubro.

O vice-presidente Álvaro Garcia Linera disse "o golpe de estado se consumou.

Além do vice-presidente e o presidente, também renunciou o presidente da Câmara dos deputados. 

Após o anúncio, o candidato derrotado na campanha passada, Carlos Mesa, afirmou que os Bolivianos "deram uma lição ao mundo", fazendo referência as três semanas de protestos nas ruas de La Paz.

Um pouco mais cedo, neste domingo, logo após a Organização dos Estados Americanos (OEA) informar que as eleições do dia 20 de outubro passado haviam sido fraudadas, Evo Morales chegou a anunciar novas eleições. Só que a pressão aumentou e ele decidiu pela renúncia. Muitos prefeitos, governadores, deputados e senadores também renunciaram a seus cargos.

Vários países ofereceram asilo político a Evo Morales e família. Destaca-se o México.

Golpe de Estado

Vários líderes mundiais reagiram denunciando golpe. E um dos maiores  intelectuais da atualidade no mundo, Noam Chomsky, denunciou que os Estados Unidos está por trás do golpe na Bolívia. Disse que havia o plano 1, que era renúncia, que se não desce certo, havia o plano dois, que era matar Evo Morales.

No Brasil

A reação do presidente Jair Bolsonaro foi no Twitter: "denúncias de fraudes nas eleições culminaram na renúncia do presidente Evo Morales. A lição que fica para nós é a necessidade, em nome da democracia e transparência, contagem de votos que possam ser auditados. O VOTO IMPRESSO é sinal de clareza para o Brasil".

O ex-presidente Lula reagiu também no Twitter: "Acabo de saber que houve um golpe de estado na Bolívia e que o companheiro @evospueblo foi obrigado a renunciar. É lamentável que a América Latina tenha uma elite econômica que não saiba conviver a democracia e com a inclusão social dos mais pobres".

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