09 DEZ 2019 | ATUALIZADO 18:16
ESTADO

“É preciso melhorar prevenção a desastres ambientais”, diz Jean Paul

O senador participou, nesta segunda-feira (11), da audiência pública para debater as consequência do desastre ambiental no litoral nordestino. “Não podemos esquecer desse crime ambiental, mas precisamos aprender com o que aconteceu para melhorar a prevenção e o enfrentamento a esses acontecimentos”, disse.
12/11/2019 16:49
Atualizado
12/11/2019 16:50
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FOTOS: ALBERTO LEANDRO

Durante a audiência pública para debater as consequência do desastre ambiental que atingiu nos últimos meses o litoral nordestino, o Senador Jean Paul Prates disse que “não podemos esquecer desse crime ambiental, mas precisamos aprender com o que aconteceu para melhorar a prevenção e o enfrentamento a esses acontecimentos”.

A audiência foi realizada nesta segunda-feira (11), no auditório da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.

O senador é um dos coordenadores da Comissão Especial do Senado criada para para investigar as manchas de óleo no litoral do Nordeste.

No sábado (9), ele integrou a comitiva que vistoriou os danos provocados pelo vazamento de óleo na praia de Barra de Tabatinga. Participaram da inspeção o vice-governador Antenor Roberto, a senadora Zenaide Maia, o senador Fabiano Contarato e o deputado federal Rafael Motta.

Durante a audiência, o senador falou sobre o trabalho da comissão, informando que o primeiro relatório preliminar deverá ser apresentado antes do natal. O documento final, segundo ele, deve ser entregue antes do carnaval.

“O resultado dessa investigação, além de indicar respostas sobre o crime ambiental, deve apontar para como faremos para que os agentes responsáveis acionem com rapidez a legislação existente”, comentou.

Jean Paul criticou a demora do governo federal, através do Ministério do Meio Ambiente, para acionar o Plano Nacional de Contingência. “Não estamos aqui para fazer acusação política a ninguém, mas o que há é uma realidade. O ministro [Ricardo Salles] só fez menção a esse crime ambiental em uma rede social 40 dias depois do vazamento de óleo no Nordeste. Por que essa lentidão?”, questionou.

O senador disse, ainda, estar preocupado com as comunidades afetadas pelo vazamento de óleo, que prejudica o turismo, a economia e a atividade de pescadores e marisqueiros.

Isolda Dantas disse que, além das autoridades, o assunto chama a atenção de defensores do meio ambiente e de entidades da sociedade civil em razão dos danos ambientais e das “graves consequências que afetam as comunidades que vivem da atividade pesqueira em nosso litoral”.

Francisco do PT afirmou que “a biodiversidade, sem dúvida, é a maior atingida por esse crime ambiental, que também afeta a economia, o turismo e a pesca”.

Já o Procurador da República no RN, Victor Manoel Mariz, classificou o vazamento de óleo como “um desastre ambiental de consequências desastrosas”. De acordo com ele, já foram retiradas três mil toneladas de óleo da costa nordestina.

O diretor-presidente do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do RN (Idema), Leonlene Aguiar, disse que o Governo do Estado, seguindo a orientação da governadora Fátima Bezerra

“O governo acompanha a situação desde o início do incidente e das primeiras notícias de manchas de óleo nas praias do RN. O Idema atuou na orientação à população sobre como proceder diante das manchas de óleo. Criamos mecanismos de divulgação, visitamos os municípios e orientamos sobre a coleta e armazenamento do material. Essas foram as ações iniciais. Além disso, foi criado um Comando Unificado de Incidentes e o Gabinete de Gestão Integrada, sob coordenação da Defesa Civil, para elaborar um Plano de Resposta e Mitigação de Desastres”, explicou.


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