09 DEZ 2019 | ATUALIZADO 18:16
NACIONAL

Imagem de Satélite pode desmentir hipótese da marinha sobre óleo no Nordeste

A imagem foi divulgada pelo Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis), da UFAL. A mancha foi vista pela primeira vez ao analisar imagens do satélite Sentinel 1-A, feitas por volta de 8h do dia 24 de julho. Se confirmada, a análise derruba a hipótese de que o navio grego Bouboulina teria sido o responsável pelo vazamento, como afirma a Marinha
COM INFORMAÇÕES DO BLOG DIOGO SCHELP/UOL.
14/11/2019 08:57
Atualizado
14/11/2019 09:52
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Imagem 1 -
FOTO: LAPIS/UFAL

O Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis), da Universidade Federal de Alagoas, divulgou hoje uma nova imagem de satélite do dia 24 de julho que mostra uma mancha já identificada por varredura feita por outro satélite, conforme revelado no último sábado (9).

A mancha, que o pesquisador Humberto Barbosa diz se tratar de óleo, estava situada a 40 quilômetros do litoral do Rio Grande do Norte, próximo a São Miguel do Gostoso, e tinha 85 quilômetros de extensão por menos de 1 quilômetro de largura.

Pela data, a imagem pode dar uma pista sobre a origem do vazamento que está afetando o Nordeste.

O desastre ambiental começou a ser percebido no dia 30 de agosto. Barbosa identificou a mancha pela primeira vez ao analisar imagens do satélite Sentinel 1-A, feitas por volta de 8h do dia 24 de julho.

A imagem divulgada nesta quarta-feira (13) é de outro satélite, o Aqua-Modis, registrada na tarde do mesmo dia, na mesma localização e com as mesmas características da que foi feita pelo Sentinel.

Se confirmada, a análise feita pelo Lápis derruba a hipótese de que o navio grego Bouboulina teria sido o responsável pelo vazamento, como afirma a Marinha, pois a mancha de óleo identificada pelos dois satélites é anterior à passagem da embarcação.

"Eu analisei a rota do Bouboulina e não identifiquei nada de anormal", disse Humberto Barbosa em entrevista ao blog Diogo Schelp, no UOL.

Com base em dados do serviço de rastreamento Marine Traffic, não foi possível identificar nenhum navio passando pelo local naquela data que pudesse ter provocado o vazamento.

Isso reforça a hipótese de que o vazamento pode ter sido provocado por um navio fantasma, ou seja, que desligou o transponder, equipamento que permitiria localizá-lo.

Quando a primeira imagem da mancha do dia 24 de julho foi divulgada pelo Lapis, a Marinha divulgou nota contestando que se tratava de óleo e que estivesse ligada ao vazamento no Nordeste.

Barbosa, por sua vez, não tem dúvida de que as imagens que ele analisou estão relacionadas ao vazamento do óleo. "Só não dá para saber com certeza se aquele é o local de origem".


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