10 DEZ 2019 | ATUALIZADO 12:19
MOSSORÓ

População reclama da falta de medicamentos nas UPAs e UBSs de Mossoró

Diversos relatos nas redes sociais atestam que os mossoroenses estão procurando atendimento nas unidades de saúde da cidade e estão voltando para casa sem receber medicação ou estão precisando comprar o medicamento em farmácias, tirando do próprio bolso.
ANNA PAULA BRITO
14/11/2019 11:58
Atualizado
14/11/2019 12:02
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FOTO: ARQUIVO

Após o MOSSORÓ HOJE publicar o relato de uma mossoroense que estava com o filho em atendimento na UPA do Belo Horizonte e teve que voltar para casa sem medicar a criança, porque a unidade não dispunha de duas medicações prescritas pela médica, diversos outros relatos começaram a surgir.

Nos comentários, várias pessoas alegaram terem passado pela mesma situação, inclusive tendo que adquirir o remédio do próprio bolso para não voltar para casa sem ser medicado. Foi o caso de William Linhares.

“Fui duas vezes e, nas duas oportunidades, tive que comprar os medicamentos na farmácia próximo a UPA do BH”, disse William.

Viviane Sousa também relatou que vivenciou o mesmo problema com o filho, neste acaso, na UPA do Alto de São Manoel.

“Passei por isso segunda-feira, na UPA do Alto de São Manoel. Foi passado dois medicamentos pro meu filho e não tinha, sem opção, deram uma dipirona! A situação está precária”, relatou.

Já Bruno Gomes contou que a tia precisou tomar um medicamento concentrado na veia, por falta de soro para diluí-lo.

“Um Tia minha foi na UPA do Alto de São Manoel não tinha "soro" para diluir a medicação. Foram aplicar a medicação concentrada na veia, com seringa. Quase que ela morre”, relatou.

A situação se repete, também, nas UBSs de Mossoró. Cassiano Oliveira contou que levou a filha para receber uma vacina na UBS do bairro Boa Vista e não conseguiu ser atendido por falta de uma seringa para aplicação da vacina.

Diante dos relatos, o MOSSORÓ HOJE entrou em contato com a Secretaria de Saúde do município e foi informado, através da sua assessoria, que o processo de licitação para aquisição de medicamentos está em andamento, mas sem previsão de conclusão.

“Está nos trâmites finais. Já aconteceu a licitação, mas estão sendo construídos os processos, que são várias etapas. Temos que aguardar finalizar os trâmites jurídicos para poder termos uma previsão”, disse.


INSULINAS

A população também vem reclamando da falta de insulina, que é entregue na Sede da Secretaria, no Centro Administrativo. Mais uma vez, a medicação de alto custo está em falta e os pacientes que necessitam de doses diárias dele estão desesperados.

A Secretaria de Saúde informou que até outubro deste ano, foram feitos 7 empenhos num total de R$ 1.563.662,72 e que um novo processo de compra das insulinas de alto custo já foi concluído e o medicamento deve estar disponível na segunda-feira (18).

“A entrega não ocorre amanhã em função do feriado. É importante frisar que uma nova fabricante de insulinas ganhou a licitação para fornecimento dos insumos nos próximos 12 meses”.

Atualmente são cerca de 1.000 diabéticos cadastrados na Secretaria de Saúde que recebem gratuitamente as insulinas de alto custo. Desse número, 60% são homens e 40% mulheres.


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