06 JUN 2020 | ATUALIZADO 20:37
SAÚDE
20/03/2020 10:41
Atualizado
20/03/2020 12:12

Infectologista do RN alerta para necessidade de adiantar isolamento social

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O médico Alexandre Motta Câmara usa como exemplo as experiência bem sucedidas de paíse asiáticos que adiantaram o isolamento e o caos em países europeus que demoraram para tomar essa medida. Ele alerta: o isolamento social precoce é a única medida capaz de mudar o ritmo da epidemia.
Imagem 1 -  O Infectologista Alexandre Motta Câmara alerta para necessidade de adiantar isolamento social no estado. Ele usa como exemplo as experiência bem sucedidas de paíse asiáticos que adiantaram o isolamento e o caos em países europeus que demoraram para tomar essa medida. Alerta: o isolamento social precoce é a única medida capaz de mudar o ritmo da epidemia.
O Infectologista Alexandre Motta Câmara alerta para necessidade de adiantar isolamento social no estado. Ele usa como exemplo as experiência bem sucedidas de paíse asiáticos que adiantaram o isolamento e o caos em países europeus que demoraram para tomar essa medida. Alerta: o isolamento social precoce é a única medida capaz de mudar o ritmo da epidemia.
FOTO: REPRODUÇÃO

O Infectologista Alexandre Motta Câmara, que atua no maior hospital de referência para doenças contagiosas do estado, o Giselda Trigueiro, em Natal, falou sobre a necessidade de manter a população em isolamento, ainda que não existam casos confirmado, no momento, no RN.

“Cedo aprendi no curso médico que o remédio certo na hora errada é o mesmo que não tratar”, iniciou o médico.

“Ontem,uma publicação de uma importante revista científica internacional (Science) afirmou que mais de 70% das transmissões do Coronavírus ocorrem por portadores assintomáticos. Isso significa dizer que isolar pessoas com sintomas, ou aquelas que tiveram contato com outros doentes,não é suficiente para conter o avanço da epidemia”, disse.

Dr. Alexandre usou como exemplo as experiência bem sucedidas de paíse asiáticos que adiantaram o isolamento social e conseguiram conter o avanço da doença, em comparação com países europeus, como a Itália, que demoraram a tomar essa medida e agora vive um caos na saúde pública.

“A sociedade precisa tomar essa decisão independente das decisões governamentais. Fiquem em suas casas!! Só saiam em situações absolutamente necessárias”, alertou o infectologista.

A epidemia ainda não atingiu seu pico aqui no Brasil, podendo ainda ser possível tomar medidas para que o mínimo de pessoas esteja circulando nas ruas, diminuindo a transmissão do coronavírus e, assim, evitando o colapso no sistema de saúde.

“Para àqueles que alegam que o isolamento social só é possível para classe média e rica,que tem o sustento imediato garantido, não sendo possível aos pobres e precarizados deixar de buscar o sustento diário, afirmo que o argumento é válido mas não suficiente. Afinal,para comer é preciso, antes, estar vivo”, argumentou.

"Primeiro salvemos as pessoas,depois salvaremos a economia.Penso que a sensatez dessa idéia deve nortear as ações de todos nós. A vida das pessoas deve ser a prioridade”, disse.

O médico ainda lembra que, se o ritmo da epidemia não for controlado, serão os mais pobres que pagarão o maior preço pela sobrecarga do sistema de saúde.

Lembra, também, ainda não existe vacina para a doença e sem nenhum remédio eficaz para combatê-la, a única medida capaz de salvar vidas é o isolamento social. “Ou faremos agora,ou faremos com 10 dias após,com a epidemia sem controle”.


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