07 JUL 2020 | ATUALIZADO 08:45
SAÚDE
25/05/2020 11:41
Atualizado
25/05/2020 11:42

Pacientes renais estão mais propensos a sofrerem complicações da Covid-19

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Especialista explica que o comprometimento da imunidade desses pacientes pela elevação da ureia os deixa geralmente mais susceptíveis a adquirir infecção bacteriana ou viral. O fato de necessitarem frequentar ambiente hospitalar cerca de 2 ou 3 vezes por semana para realização de hemodiálise também os expõem mais a covid-19 do que as demais pessoas.
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FOTO: REPRODUÇÃO

Uma parcela da população que necessita de atenção especial durante esse momento de pandemia são os portadores de doença renal crônica.

Estes apresentam comprometimento de sua imunidade pela elevação da ureia e são geralmente mais susceptíveis a adquirir infecção bacteriana ou viral.

Além disso, o fato de necessitarem frequentar ambiente hospitalar cerca de 2 ou 3 vezes por semana para realização de hemodiálise os expõem mais a covid-19 do que as demais pessoas.

Um estudo em que foi realizado tomografias de tórax em pacientes de vários centros de dialise no início da pandemia e publicado pelo Jornal Europeu de Urologia, identificou que 20% a 30% destes pacientes tinham alterações suspeitas para infecção do coronavírus.

“Curiosamente, a maioria dos casos suspeitos não apresentavam sintomas típicos como febre, fadiga e tosse seca o que geraria dificuldades para diagnóstico, porém apesar de não apresentarem sintomas esses pacientes demonstraram ser uma fonte potencial de transmissão da doença”, explicou o Urologista, Éddio Dantas.

Outro fato que causa dificuldade diante deste cenário atual é o fato de os pacientes renais crônicos poderem ter queixas respiratórias decorrentes da própria descompensação renal, o que pode gerar dificuldade na suspeita da infecção da covid-19.

“Vale ressaltar que temos poucos estudos sobre o mecanismo de ação de medicamentos antivirais em pacientes com disfunção renal. Além disso, no procedimento de hemodiálise pode ocorrer a redução da concentração no sangue de alguns medicamentos gerando uma dificuldade a mais para o tratamento de pacientes dialíticos”, finalizou, Éddio.

Neste sentido, os fatores relatados como imunossupressão, dificuldade no diagnóstico e a preocupação adicional no uso de medicamentos antivirais podem gerar uma taxa de mortalidade mais alta neste grupo de risco sendo necessário a monitorização intensiva destes pacientes.


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