09 JUL 2020 | ATUALIZADO 15:05
SAÚDE
CEZAR ALVES
16/06/2020 16:44
Atualizado
16/06/2020 18:27

Médicos do São Luiz passam a usar Dexametasona contra a covid-19 em Mossoró

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Dexametasona é a primeira medicação cientificamente comprovada que é capaz de reduzir o índice de morte pela covid-19. A descoberta foi dos ingleses. A medicação é de baixo custo, de fácil acesso e a dosagem no paciente é baixa.
Imagem 1 -  Dexametasona é a primeira medicação cientificamente comprovada que é capaz de reduzir o índice de morte pela covid-19. A descoberta foi dos ingleses. A medicação é de baixo custo, de fácil acesso e a dosagem no paciente é baixa.
Dexametasona é a primeira medicação cientificamente comprovada que é capaz de reduzir o índice de morte pela covid-19. A descoberta foi dos ingleses. A medicação é de baixo custo, de fácil acesso e a dosagem no paciente é baixa.
FOTO: REPRODUÇÃO

O Hospital de Campanha São Luiz, administrado pela APAMIM, em Mossoró-RN, começa a utilizar nesta terça-feira (16) uma nova medicação no tratamento da covid-19: A Dexametasona, que é de baixo custo, de fácil acesso e dosagem baixa.

A medicação, na verdade, não é nova. É de 1957.É usado contra fortes reações alérgicas e doenças autoimunes, como a artrite reumatoide. Porém, apesar de ter mais de 50 anos, só agora, 6 meses depois do inicio da pandemia, é que os estudos chegaram à conclusão de que ela consegue salvar pacientes em estado grave. Já era usada na Espanha, com bons resultados.

A informação circulou inicialmente entre os profissionais de saúde e nesta terça-feira, 16, foi destaque nos principais jornais do mundo, como a BBC, El País, The Guardian e Uol.

“O medicamento faz parte do maior teste do mundo com tratamentos existentes para verificar quais funcionam contra o coronavírus”, informa a BBC.

E acrescenta: “E o tratamento com esteróides em baixa dose de dexametasona é um grande avanço na luta contra o vírus mortal, segundo especialistas do Reino Unido”.

“Seu uso levou a uma redução em um terço no risco de morte para pacientes respirando com a ajuda de respiradores. Para quem demanda oxigenação, reduziu as mortes em um quinto. Se o medicamento tivesse sido usado para tratar pacientes no Reino Unido desde o início da pandemia, até 5 mil vidas poderiam ter sido salvas, dizem os pesquisadores”, diz a reportagem da BBC Brasil.

Veja mais a reportagem AQUI.


O jornal El País informou: “Os responsáveis pelo ensaio clínico Recovery, realizado no Reino Unido com mais de 11.000 pacientes, informaram nesta terça-feira que essa droga reduz a mortalidade entre os doentes muito graves, que precisam de respiração assistida, e também entre aqueles que necessitam de oxigênio. O medicamento não demonstrou benefícios entre pacientes com casos mais leves de covid-19”,

“A dexametasona é uma droga bastante conhecida ― foi descoberta em 1957 ― e barata. É um corticosteroide com efeitos anti-inflamatórios e um supressor da resposta imunológica que é usado contra fortes reações alérgicas e doenças autoimunes, como a artrite reumatoide. A Organização Mundial da Saúde (OMS) o considera um medicamento essencial para qualquer sistema de saúde”, adianta a reportagem do El Pais.

“A dexametasona é a primeira droga que melhora a sobrevivência na covid-19”, ressaltou Peter Horby, pesquisador da Universidade de Oxford e um dos coordenadores do estudo. “A sobrevivência é maior entre os pacientes que necessitam de respiração assistida, por isso esse medicamento deve ser administrado a todos os pacientes neste estado", informa. 

Veja mais AQUI.


Já o jornal The Guardian, destacou que os ingleses descobriram um esteróide barato que terminou sendo o primeiro medicamento cientificamente comprovado que pode combater a covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

Veja mais detalhes AQUI.


“Este é um trabalho divulgado agora, bastante aceito pela comunidade científica em todas as partes do mundo. É um medicamento de fácil acesso, de baixo custo e que a dosagem para o paciente é baixa. Vamos começar a usar hoje”, confirma Venâncio, da UTI do Hospital São Luiz.

A diretora geral da APAMIM, Larizza Queiroz, disse que o mundo todo espera ansioso por uma medicação que seja capaz de parar o novo coronavírus no corpo humano. Estas descoberta dos ingleses é um primeiro passo que ela espera que venham outros mais eficazes.

Também nesta terça-feria a Sociedade Brasileira de Infectologia emitiu uma nota sobre impacto dos testes que vêm sendo realizado com o medicamento, no tratamento dos pacientes com Covid-19.

De acordo com a nota, os estudos mostram a redução da mortalidade de 1/3 dos pacientes que se encontram utilizando a ventilação mecânica, bem como a redução de 1/5 da mortalidade  em paciente que estão necessitando de oxigênio.

Veja nota na íntegra:


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