07 AGO 2020 | ATUALIZADO 20:10
NACIONAL
COM INFORMAÇÕES DO G1
06/07/2020 11:59
Atualizado
06/07/2020 12:04

Quase 2 anos depois, PF conclui que incêndio no Museu Nacional não foi criminoso

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O laudo final da perícia no local descartou 'conduta omissa' por parte dos gestores do espaço e determinou que o incêndio começou em um aparelho de ar-condicionado; O incêndio de grandes proporções destruiu o Museu Nacional em 2 de setembro de 2018. A maior parte do acervo, de cerca de 20 milhões de itens, foi totalmente destruída.
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FOTO: REPRODUÇÃO

A Polícia Federal concluiu nesta segunda-feira (6) o inquérito do incêndio no Museu Nacional e descartou 'conduta omissa' por parte dos gestores do espaço.

Após quase dois anos, o laudo pericial também atesta que não houve incêndio criminoso. Grande parte do acervo foi destruída pelas chamas, no dia 2 de setembro de 2018.

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A perícia técnica-criminal confirmou que o fogo começou no Auditório Roquette Pinto, que fica no 1º andar, próximo à entrada principal do Museu. O local provável do início do incêndio foi um dos aparelhos de ar-condicionado que fica no auditório.

Segundo a investigação, em agosto de 2015, o Corpo de Bombeiros esteve no prédio para fazer uma fiscalização, que acabou não sendo concluída.

O oficial dos bombeiros, que não terminou a inspeção, acabou sendo punido administrativamente.

Após a fiscalização, o reitor da UFRJ e a diretora do Museu Nacional entraram em contato com o BNDES para fazer a revitalização e adequação do prédio ao Código de Segurança contra Incêndio e Pânico.

O contrato foi assinado em junho de 2018, porém o valor não foi desembolsado antes da ocorrência do sinistro.

Com base nas provas reunidas, a PF não caracterizou a conduta dos gestores como omissa, já que a verba para a reforma do prédio foi obtida meses antes do incêndio.


INCÊNDIO DESTRUIU GRANDE PARTE DO ACERVO

O incêndio de grandes proporções que destruiu o Museu Nacional começou por volta das 19h30 do domingo, 2 de setembro de 2018, e só foi controlado no fim da madrugada de segunda-feira (3). Mas pequenos focos de fogo seguiam queimando partes das instalações da instituição que completou 200 anos em 2018 e foi residência de um rei e dois imperadores.

A maior parte do acervo, de cerca de 20 milhões de itens, foi totalmente destruída. Fósseis, múmias, registros históricos e obras de arte viraram cinzas. Pedaços de documentos queimados foram parar em vários bairros da cidade.

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