12 AGO 2020 | ATUALIZADO 22:24
POLÍCIA
29/07/2020 10:35
Atualizado
29/07/2020 10:42

PF prende integrantes de grupo criminoso de contrabando de cigarros no RN

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A Polícia Federal prendeu 3 pessoas da mesma família durante a Operação Smoke Route, deflagrada nesta quarta-feira (29). Elas são suspeitas de integrarem um grupo criminoso familiar, especializado no contrabando de cigarros na região do Alto Oeste do Estado. Com os suspeitos foram apreendidos automóveis, caminhão, moto, celulares e R$ 200 mil em espécie
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FOTO: DIVULGAÇÃO

Três pessoas da mesma família foram presas na manhã desta quarta-feira (29) suspeitas de integrarem uma organização criminosa especializada no contrabando de cigarros no interior do Rio Grande do Norte.

As prisões aconteceram no âmbito da Operação Smoke Route, deflagrada pela Polícia Federal em Mossoró, com apoio da Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça e Segurança Pública (SEOPI/MJSP).

Cerca de 40 Policiais Federais cumpriram 3 mandados de prisão preventiva, 10 mandados de busca e apreensão, além de dar cumprimento à cautelares diversas das prisões decretadas contra 3 investigados, determinadas pela 12ª Vara da Justiça Federal em Pau dos Ferros/RN.

As prisões e buscas ocorreram nas cidades de Umarizal, Riacho de Santana e José da Penha, na região do Alto Oeste Potiguar.

Entre os presos está uma mulher de 35 anos, esposa de um comerciante da cidade de Umarizal que já havia sido alvo de diligências no mês de junho, que se encontra foragido. Os outros dois presos, homens de 38 e 34 anos, são irmãos desse mesmo investigado.

Nas residências dos suspeitos foram apreendidos automóveis, caminhão, moto, celulares e R$ 200 mil em espécie.

As investigações tiveram início a partir de 11 de junho, quando a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e a SEOPI/MJSP realizaram a apreensão de 1.362 caixas de cigarros em uma propriedade rural pertencente ao grupo, cuja carga foi avaliada pela perícia criminal em cerca de R$ 3,4 Milhões.

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Essa mesma investigação já tinha resultado na prisão de outros 3 homens no dia 26 de junho, os quais atuavam como braço armado do bando na segurança do transporte das cargas ilícitas.

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Ressalte-se que esse grupo familiar estruturou uma organização criminosa dedicada ao contrabando de cigarros, adotando práticas de lavagem do dinheiro ilícito por meio de “laranjas”, movimentando entre os anos de 2018 e 2020, mais de R$ 106 milhões em suas contas bancárias.

Há indícios de que os cigarros são trazidos de Trinidad e Tobago, no Mar do Caribe, em embarcações que circulam pela costa do litoral potiguar, seguindo posteriormente em carretas para destinos variados, inclusive outros estados da Federação.

O nome da operação faz referência a rota internacional de contrabando de cigarros que em território brasileiro se utiliza de estradas secundárias, evitando rodovias federais, visando burlar a fiscalização e atuação repressivas das polícias.


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