01 OUT 2020 | ATUALIZADO 18:26
ESTADO
05/08/2020 18:18
Atualizado
06/08/2020 10:19

Taxa geral de ocupação de leitos exclusivos para Covid-19 no RN é de 59%

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De acordo com subcoordenadora de vigilância epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), Alessandra Luchesi, há nesta quarta-feira (5) 416 pessoas internadas com a doença no Estado.
Imagem 1 -  Taxa geral de ocupação de leitos exclusivos para Covid-19 no RN é de 59%. De acordo com subcoordenadora de vigilância epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), Alessandra Luchesi, há nesta quarta-feira (5) 416 pessoas internadas com a doença no Estado.
Taxa geral de ocupação de leitos exclusivos para Covid-19 no RN é de 59%. De acordo com subcoordenadora de vigilância epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), Alessandra Luchesi, há nesta quarta-feira (5) 416 pessoas internadas com a doença no Estado.
FOTO: REPRODUÇÃO

Nesta quarta-feira (5) há 416 pessoas internadas com Covid-19 no Rio Grande do Norte, sendo 207 em leitos críticos e 209 em leitos clínicos. Já a fila de regulação tem 3 pacientes para leitos críticos, 5 para leitos clínicos e 21 aguardado transporte sanitário.

Os dados foram atualizados pela subcoordenadora de vigilância epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), Alessandra Luchesi.

A taxa geral de ocupação de leitos é de 59%. A taxa é maior nas regiões Seridó (83%), Oeste (80%), Metropolitana de Natal (53,2%) e Pau dos Ferros (45%). Já João Câmara e São José de Mipibu apresentam 100% dos leitos vagos.

As ocorrências de Covid-19 somam 52.890 casos confirmados, 63.521 suspeitos, 82.914 descartados, 1.932 mortes (6 nas últimas 24 horas) e há 219 óbitos em investigação.

Alessandra Luchesi fez uma exposição sobre o processo de coleta para a tabulação de dados pela Sesap, cuja obtenção passa por etapas.

Os números obtidos vêm tanto de laboratórios privados, quanto do sistema de notificações oficial do Ministério da Saúde e do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS) da Sesap.

O fluxo de informações inicia a partir do momento em que o paciente é atendido numa unidade de saúde, que faz a notificação do caso. Alguns municípios atualizam informações mais rapidamente do que outros. Dessa forma, podem aparecer dificuldades no fluxo, fazendo com que alguns casos só sejam contabilizados dias depois.

Luchesi destacou que, no começo da pandemia, era recomendado que o paciente só procurasse atendimento em situações mais graves da doença, mas que hoje já é recomendado que o paciente procure atendimento tendo manifestado os primeiros sintomas.

Isso porque o Estado tem capacidade mais favorável para testagem e a situação epidemiológica está estável. Disse, ainda, que há duas formas de análise dos dados: por data de notificação e por data de sintoma.

"A Sesap vem analisando das duas formas e no gráfico da análise por data de sintoma, há uma percepção de queda", afirmou.

A subcoordenadora acrescentou que o mesmo acontece para análise dos óbitos confirmados. "Existe o modo de análise via tempo de notificação e por data da ocorrência do óbito. Como alguns óbitos permanecem em investigação, só são classificados dias depois como caso de Covid".

A Sesap tem constatado que os casos continuam ocorrendo na Região Metropolitana de Natal e na Região Oeste, mas, hoje, há maior incidência também na região Seridó.

Luchesi enfatizou o compromisso com a transparência, citando que as informações divulgadas estão no portal da Sesap e no hotsite portalcovid19.saude.rn.gov.br.

A secretaria está cada dia mais empenhada nas ações estratégicas, a fim de melhorar a qualidade das informações "a fim de que sejam cada vez mais transparentes e acessíveis".

COMITÊ ANALISA TENDÊNCIAS

O Coordenador do Laboratório de Inovação Tecnológica - LAIS da UFRN, Ricardo Valentim informou que o Comitê Científico de assessoramento ao Governo do RN está realizando análises de tendências.

O órgão observou que não houve mudanças significativas de uma semana para outra. Hoje temos taxa de transmissibilidade abaixo de 1 no RN - 0,98 transmissibilidade atual, 0,79 e 0,97 nas duas semanas passadas.

Valentim frisou que a Região Metropolitana praticamente determina o índice estadual, porém algumas regiões chamam a atenção.

"Em Natal percebemos uma estabilidade na transmissão, no adoecimento. A Região do Seridó, entretanto, tem expansão na transmissão do vírus, o que se reflete na ocupação de leitos, hoje em mais de 80%".

Na região Oeste, os estudos do Comitê de Científico apontam uma variação e não é possível apontar ocorrência de tendência com clareza.

O coordenador afirmou que o Comitê se reunirá ainda nesta quarta-feira para discutir novos indicadores além da transmissibilidade e reforçou que "o vírus não foi embora e precisamos redobrar os cuidados. Natal tem taxa abaixo de 1, mas estamos num processo de retomada das atividades. Sair só se for necessário, usar máscara e fazer a higienização adequada é muito importante", recomendou.


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