26 OUT 2020 | ATUALIZADO 23:16
POLÍTICA
16/10/2020 15:34
Atualizado
16/10/2020 15:35

Menos rejeitado na pesquisa eleitoral, Professor Ronaldo acredita em crescimento

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Candidato do PSOL comemorou ser citado na primeira pesquisa eleitoral e vê possibilidade de crescimento de votos, por fazer oposição ao Governo Municipal, Estadual e Federal. “Nós lançamos nosso nome há pouco mais de um mês e os nossos adversários estão há mais de um ano divulgando pré-candidaturas, mas a visibilidade vai ser maior com debates e sabatinas na reta final e nossa tendência é só crescer”, disse Ronaldo.
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FOTO: CEDIDA

Apesar de aparecer em uma modesta quinta colocação, com 0,8%, o Professor Ronaldo Garcia avaliou de forma positiva os números da primeira pesquisa eleitoral, que foi divulgada nesta sexta-feira (16) pelo Instituto AgoraSei, em parceria com a Rádio Difusora de Mossoró.

“Nós lançamos nosso nome há pouco mais de um mês e os nossos adversários estão há mais de um ano divulgando pré-candidaturas, mas a visibilidade vai ser maior com debates e sabatinas na reta final e nossa tendência é só crescer”, disse Ronaldo.

O principal dado para comemorar foi o fato de ter aparecido com o menor índice de rejeição, com 18,5%. De acordo com o candidato a Prefeito, esse dado é fruto da campanha limpa que o PSOL adotou em Mossoró, respeitando a ecologia, mantendo as normas de segurança da Covid-19 e percorrendo a cidade de bicicleta.

“As pessoas elogiam bastante a nossa forma de fazer campanha, pois estamos respeitando as normas de segurança da Covid-19 e sem agredir o meio ambiente, porque não distribuímos panfletos. Além disso, não provocamos barulho nas casas das pessoas, para respeitar o espaço de cada um. É uma campanha limpa e isso tem agradado o eleitor revoltado com essa jogatina eleitoral e com a essa onda de que tudo vale para ganhar uma eleição. A nossa tendência é crescer a cada dia”, analisou o candidato.

Ronaldo Garcia também vê um grande potencial de crescimento de votos, devido à avaliação negativa que o eleitorado tem dos três governos (municipal, estadual e federal).

Entre os mossoroenses que avaliam os respectivos governos como ruim ou péssimo, estão os seguintes números: Governo Federal (Bolsonaro) com 24,7%; Governo Estadual (Fátima Bezerra) com 23,1%, Governo Municipal (Rosalba Ciarlini) com 27,2%. Além disso, todos eles apresentam mais de 30% de avaliação considerada apenas como regular.

“Nenhuma gestão do executivo hoje aparece com maioria bem avaliada e, se o eleitor avaliar de forma criteriosa, vai observar que o PSOL é o único partido que combate esses três governos, com uma oposição de esquerda, democrática e popular. De uma forma ou de outra, em algum âmbito os demais são aliados”, salientou Ronaldo Garcia.

Para exemplificar essa oposição, Ronaldo Garcia cita o exemplo do combate à Reforma da Previdência Estadual e Federal, na qual todos os deputados do PSOL votaram contra em ambas as instâncias. Sendo assim, exemplifica uma oposição tanto ao Governo Fátima Bezerra do PT, como de Jair Bolsonaro, que está sem partido.

“Muitas vezes nos perguntam porque não estamos em uma grande aliança de esquerda. Hoje é impossível para nós caminharmos junto com o Partido dos Trabalhadores a nível local, porque a Reforma da Previdência aprovada pelo Governo do Estado é ainda pior do que a Reforma da Previdência Federal. Além disso, não acreditamos que é possível superar o bolsonarismo se aliando com ele. Com isso, nos apresentamos como única candidatura em Mossoró sem qualquer vínculo com partidos bolsonaristas”, disse o Professor Ronaldo Garcia.

Ainda em relação a essa luta contra o bolsonarismo, Ronaldo Garcia salienta que os ataques democráticos sofridos pela Universidade Federal do Semiárido (UFERSA) e o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) o motivaram a se candidatar a Prefeitura Municipal de Mossoró.

A escolha da vice, Yasmin Dias, se deu justamente por uma análise sobre quais perfis são mais atacados com o avanço da política bolsonarista. Sendo assim, apresenta-se como uma candidatura que faz uma oposição frontal a esse governo federal.

“Há uma tendência de grupos com potencial de resistência de diminuírem os seus discursos ativistas nesta época de período eleitoral. Não se fala em luta contra o capitalismo, contra o machismo, contra o racismo e contra a homofobia nessa época de campanha eleitoral. É uma busca de agradar aquele eleitor “médio”. O PSOL busca trazer o público insatisfeito com a política bolsonarista, mas mostrando quem nós somos e quem realmente são os públicos mais atacados pelo bolsonarismo. É essa a nossa forma de fazer oposição, sem conciliação de classes e sem qualquer aliança com partidos bolsonaristas. Somos a única candidatura que se apresenta nesses moldes aqui em Mossoró”, disse o candidato.

Ainda de acordo com Ronaldo Garcia, o eleitorado mais difícil de se reverter o voto é aquele que defende o governo de Rosalba Ciarlini. Segundo o candidato, a atual Prefeita conseguiu criar um discurso sobre si de salvadora das pessoas que é difícil de ser tirada, por haver uma estrutura oligárquica instaurada há décadas. Além disso, Ronaldo afirma que a gestão municipal consegue manter-se no governo por meio de cargos comissionados.

“Rosalba conseguiu uma espécie de voto em Mossoró que se tornou um devoto do rosalbismo. Mesmo com essa gestão fracassada, com projetos nunca cumpridos como a famosa maquete do Nogueirão, as promessas de empregos da Porcelanatti ou o aplicativo para área da saúde, que iria diminuir drasticamente a troca de favores na área, as pessoas acabam votando na continuidade, devido a uma estrutura oligárquica que passa a impressão de que apenas determinadas famílias são capazes de governar. O outro curral eleitoral da candidata são os comissionados. São as pessoas prezas pelo estômago que ela segura e por isso não abre para concursos públicos, que garantiria servidores livres. Ainda assim, esse número de devotos é bem menor do que em anos anteriores e em um segundo turno ela jamais venceria qualquer candidato. O desejo de mudança é cada vez maior e apenas o PSOL apresenta uma proposta de mudança estrutural geral”, finalizou Ronaldo Garcia.


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