02 DEZ 2020 | ATUALIZADO 18:35
POLÍTICA
20/10/2020 17:49
Atualizado
20/10/2020 17:49

Ronaldo Garcia faz campanha para Prefeitura apenas com voluntários

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“As candidaturas ricas contam com paredões, fogos de artifício, santinhos espalhados à esmo. Contam com militantes pagos — ou explorados”, afirma o candidato. “A candidatura do PSOL, não. Ela é simples, ‘pé no chão’ e é favorável porque não transmite covid-19. Ela respeita as questões sanitárias”.
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FOTO: CEDIDA

Quando começam as campanhas eleitorais, entram em cena também dezenas de profissionais contratados pelos candidatos. De marqueteiros e assessores, até militantes pagos para balançar bandeira, pessoas que contribuem para elevar o custo das campanhas às alturas.

Em Mossoró, entretanto, o Professor Ronaldo Garcia, candidato do PSOL à Prefeitura, tem buscado um caminho diferente. Numa caminhada sem aliança com outros partidos, o docente licenciado da Ufersa já anunciou que não usará os tradicionais “santinhos” para evitar poluição.

A exceção, diz, podem ser panfletos ecológicos que servem como adubo. Mas, ainda assim, apenas para aqueles eleitores com dificuldade de memorizar o número. Também está apostando em apresentar as propostas em ruas e sinais de trânsito da cidade, para evitar aglomeração e a propagação da covid-19.

Em comum a tudo isso, está uma construção de campanha sem profissionais pagos. O partido vai receber apenas cerca de R$ 2.400 do fundo partidário, e o pequeno valor ainda não caiu na conta.

Para contornar a situação, são cerca de 10 pessoas — estudantes, professores, advogada, servidores públicos, dentre outros — que ajudam a divulgar as ideias do PSOL e de Ronaldo para Mossoró. Nenhuma delas recebe pelo trabalho.

“As candidaturas ricas contam com paredões, fogos de artifício, santinhos espalhados à esmo. Contam com militantes pagos — ou explorados”, afirma o candidato. “A candidatura do PSOL, não. Ela é simples, ‘pé no chão’ e é favorável porque não transmite covid-19. Ela respeita as questões sanitárias”.

Para o professor, o apoio dos voluntários tem sido fundamental. “Somos um partido que está chamando a população para juntos fazermos a transformação necessária que o mossoroense precisa”, aponta.

“Estamos na rua sem recurso nenhum, mostrando a independência de classe. Mostrando que com pouco se pode fazer muito. A candidatura do PSOL não precisa de dinheiro: precisa de você”, diz.


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