05 AGO 2021 | ATUALIZADO 09:29
POLÍCIA
17/06/2021 18:58
Atualizado
17/06/2021 18:58

Caso Lázaro lembra chacina em São Gonçalo do Amarante/RN, em 1997

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Conhecido como "serial killer do DF", Lázaro Barbosa de Sousa, de 32 anos, é acusado de assassinar brutalmente uma família no Distrito Federal. Ele vem sendo caçado na região há 9 dias e mobilizou mais 300 policiais para a sua captura. O caso fez lembrar o serial killer Genildo Ferreira de França, conhecido como Neguinho do Zé Ferreira, de 27 anos, que matou 14 pessoas consideradas por ele como “desafetos”, no distrito de Santo Antônio dos Barreiros. As mortes foram cometidas em menos de 24h e só cessaram com o suicídio de Genildo, após ser caçado por 100 policiais militares e 20 civis.
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FOTO: REPRODUÇÃO

Caçada por Lázaro Barbosa de Sousa, de 32 anos, conhecido como "serial killer do DF", acusado de assassinar brutalmente uma família no Distrito Federal, chega ao nono dia.

São mais de 300 policiais militares e civis à procura do homem, dono de extensa ficha criminal e descrito pelas autoridades como um psicopata.

Experiente em se movimentar em uma região de muitas chácaras e de mata, Lázaro vem conseguindo furar o cerco policial. Helicópteros e cães farejadores são usados na operação e barreiras foram montadas nas rodovias que cortam a região. As polícias Federal e Rodoviária Federal auxiliam no trabalho.

O caso chamou atenção de todo o país e vem causando pânico na população de Edilândia (GO), povoado localizado no entorno do DF a pouco menos de 100 quilômetros de Brasília.

A história do "serial killer do DF" lembra, ainda, uma chacina que ficou conhecida mundialmente pela brutalidade, no distrito de Santo Antônio dos Barreiros, em São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte.

O caso aconteceu no ano de 1997. Na época, Genildo Ferreira de França, conhecido como Neguinho do Zé Ferreira, de 27 anos, matou 14 pessoas em cerca de 24h, consideradas por ele como “desafetos”.

As mortes começaram no dia 21 de maio, por volta das 18h e só cessaram no dia seguinte, após “Neguinho” ser encontrado por cerca de 100 policiais militares e 20 civis que estavam procurando por ele.

Na época em que a chacina completou 20 anos, o Jornal Tribuna do Norte produziu uma matéria especial, onde contou como estava a vida no pequeno distrito, duas décadas após a chacina que marcou para sempre a vida dos moradores.

LEIA A MATÉRIA DA TRIBUNA DO NORTE:

Dor e trauma sobrevivem à “Chacina de Barreiros”


Ao contrário de Lázaro, que é considerado um psicopata, Genildo era tido na cidade como um homem bom, respeitoso e muito amigo de todos.

Nunca ficaram devidamente esclarecidos os motivos que levaram Neguinho do Zé Ferreira a cometer tais crimes. Na época, algumas pessoas relataram que ele ficou transtornado após a morte do filho de 5 anos, em 1995, atropelado por um motorista de táxi, que nunca foi punido pelo atropelamento.

Além disso, Genildo teria ameaçado de morte algumas pessoas, entre elas sua ex-esposa, Mônica Carlos de França, de 19, e seu ex-sogro, Baltazar Jorge de Sá, de 43 anos, por espalhares que ele era homossexual. Ambos foram mortos pelo serial killer.

Ainda segundo testemunhas, na lista de desafetos de Genildo constavam 20 nomes, mas ele só conseguiu matar 14 deles. Após estar cercado pelos policiais, o homem cometeu suicídio com um tiro no peito.

No caso de Lázaro, em Goiás, as buscas continuam e os policiais seguem utilizando drones com sensor de calor, cães farejadores e toda tecnologia disponível, a fim de encontrar e finalmente pôr fim à caçada pelo serial killer, devolvendo o sossego à população.


Notas

Posto JP - Maio de 2021

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