30 NOV 2021 | ATUALIZADO 12:17
POLÍCIA
CEZAR ALVES
14/09/2021 16:18
Atualizado
14/09/2021 16:18

"Quantas vezes for preciso eu faço”, diz acusado de torturar quilombola em Portalegre

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Irmã da vítima, Ceição, contou ao MH que o comerciante Alderan Freitas foi extremamente cruel com o irmão dela, Luciano Simplicio, que sofre de problemas mentais. Num certo momento das agressões, os vizinhos dela acreditavam que Alderan estava matando Luciano, que ficou com fortes hematomas no rosto, marcas de arrasto e cordas nas costas, além de várias outras escoriações. "Esperamos Justiça", diz Ceição. O caso está com o delegado Cristiano Gouvea.
Imagem 1 -  Irmã da vítima, Ceição, contou ao MH que o comerciante Alderan Freitas foi extremamente cruel com o irmão dela. Que num certo momento, os vizinhos dela acreditavam que Alderan estava matando Luciano Simplicio, que ficou com fortes hematomas no rosto, marcas de arrasto e cordas nas costas, além de várias outras escoriações. "Esperamos Justiça", diz Ceição.
Irmã da vítima, Ceição, contou ao MH que o comerciante Alderan Freitas foi extremamente cruel com o irmão dela. Que num certo momento, os vizinhos dela acreditavam que Alderan estava matando Luciano Simplicio, que ficou com fortes hematomas no rosto, marcas de arrasto e cordas nas costas, além de várias outras escoriações. "Esperamos Justiça", diz Ceição.
Cedidas

“Nada demais, homi! Isso é só movimento. Isso aí já era esperado, isso aí. Num estou arrependido não, sabe? Para defender o que é meu, defender o que é meu, o que é construído em cima de amparo legal. Num é com drogas, não com coisas ilícitas. Eu faço isso, fiz e faço e quantas vezes for preciso eu faço”.

O trecho acima é a transcrição do áudio enviado as redes sociais por Alderan Freitas, sobre o ocorrido de sábado, dia 11, quando ele espancou (com características de tortura), amarrou com cordas e arrastou o quilombola Luciano Simplício perto de sua casa na cidade de Portalegre.

O caso foi mostrado pelo Instagram do Portal Mossoró Hoje.


Na publicação do MOSSORÓ HOJE estão as versões apuradas junto aos moradores da cidade e pelo próprio Alderan Freitas em suas redes sociais.

Os moradores contam que Luciano atirou pedras na casa/comércio de Alderan depois de ficar sabendo que estava sendo acusado pelo mesmo de ser bandido drogado. Daí teria sido brutalmente espancado, com fortes características de tortura.

Já Alderan, conta que estava em casa sábado, 11, com amigos num churrasco, quando Luciano chegou e pediu carnes e bebidas, sendo atendido. Alderan conta que Luciano teria começado a lançar ameaças contra ele e que pegou pedra e jogou contra seu comércio. Isso lhe deixou revoltado, que, em defesa do seu patrimônio e da própria vida, fez o que fez.

Nesta terça-feira, 14, o MH conversou com a irmã de Luciano Simplicio, Ceição Liberato. Ela disse que o irmão foi de fato difamado por Alderan e que por esta razão atirou pedra no comércio do mesmo. Relatou que mora perto do local da ocorrência, mas que assim que ficou sabendo foi impedida de ir ao local, pois, segundo ela, Alderan estava matando o irmão dela.

Ela falou que tentou de tudo para falar com a polícia e não conseguiu e depois de uns 30 minutos, foi ao local decidida para socorrer o irmão. Só que quando chegou lá, as pessoas que lá estavam já haviam forçado Alderan a solta-lo, depois de muita tortura.

Depois deste fato, ela e uma amiga de trabalho levaram Luciano para receber cuidados médicos no Posto de Saúde da cidade e em seguida o levaram para a Delegacia de Pau dos Ferros. Ao contrário do que foi dito, ele não passou por exame de corpo delito. Vale o exame feito pelo médico do Posto de Saúde de Portalegre, que documentou as torturas. O caso foi documentado em Pau dos Ferros pelo delegado Paulo Pereira.

O inquérito foi remetido ao delegado Cristiano Zadronny Gouvea, da Comarca de Portalegre, para dá continuidade as investigações. Em contato com o MOSSORO HOJE, Cristiano Gouvea disse que a comunicação do caso está a cargo da Coordenação de Comunicação da Polícia Civil.

Sobre o caso, Ceição disse que Alderan foi extremamente cruel com o irmão dela e não demostrou depois qualquer arrependimento do que fez (transcrição no início do texto).

O caso chegou a governadora Fátima Bezerra, que pediu uma investigação rigorosa ao Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Norte.


O senador Jean Paul Prates também se pronunciou sobre o caso.



Ceição, como gosta de ser chamada, confirmou que realmente Luciano vive na rua desde a separação dos pais, se alimentando no mercado e nas casas dos irmãos de vez em quando. Lembra que moraram até 2008 no Quilombo Pega.

Disse que o irmão bebe muito e que tem problemas neurológicos devido a isto e que todos na cidade sabe. Disse que fisicamente o irmão está se recuperando na casa da irmã, em Riacho da Cruz, mas psicologicamente está destruído.


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