13 ABR 2024 | ATUALIZADO 13:43
NACIONAL
07/09/2022 14:26
Atualizado
07/09/2022 20:04

Bolsonaro não fala sobre o Bicentenário da Independência; opta por discurso político

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Após os desfiles cívicos e militar, Bolsonaro retirou a faixa e foi para um palanque armado por seus apoiadores. Enalteceu pontos do seu governo que considera pujante, como a economia, criticou o 14 anos de Governo do PT e pediu que seus eleitores convencesse os demais eleitores a votarem nele, fazendo uma comparação esdruxula entre as primeiras damas.
Imagem 1 -  Após os desfiles cívicos e militar, Bolsonaro retirou a faixa e foi para um palanque armado por seus apoiadores. Enalteceu pontos do seu governo que considera pujante, como a economia, criticou o 14 anos de Governo do PT e pediu que seus eleitores convencesse os demais eleitores a votarem nele, fazendo uma comparação esdruxula entre as primeiras damas.
Após os desfiles cívicos e militar, Bolsonaro retirou a faixa e foi para um palanque armado por seus apoiadores. Enalteceu pontos do seu governo que considera pujante, como a economia, criticou o 14 anos de Governo do PT e pediu que seus eleitores convencesse os demais eleitores a votarem nele, fazendo uma comparação esdruxula entre as primeiras damas.
Foto: Reprodução CNN

O presidente Jair Messias Bolsonaro optou em fazer um discurso político, visando sua campanha, e não relacionado ao bi centenário da independência do Brasil. Citou “economia pujante”, “recorde de criação de empregos” e “inflação despencando”, lembrando dos 14 anos de governo do Partido dos Trabalhadores, que segundo ele, quase afundou o Brasil.

Assista à integra do discurso do presidente Bolsonaro no dia 7 de setembro de 2022 em Brasília.

Diz em suas palavras que recebeu o governo atolado em corrupção e que agora não existe mais. Diz que nomeou gente honrada para seu governo, o que vai de encontra aos fatos, considerando que por diversas ocasiões os ministros do Governo Bolsonaro foram acusados de corrupção, sendo que o ex-ministro da Educação chegou a ser preso.

O presidente também citou: “veio uma pandemia. Lamentamos as mortes, veio a errada política, do ficas em casa que a economia a gente vê depois. Enfrentamos também consequência de uma guerra lá vota. Quando parecia que tudo estaria perdido par ao mundo, eis que o Brasil ressurge, com uma economia pujante, com uma gasolina das mais baratas do mundo, com um dos programas sociais mais abrangente do mundo, que é o Auxilio Brasil, com recorde na criação de empregos, com a inflação despencando e com o povo maravilhoso, entendendo aonde seu país poderá chegar. Somos uma pátria majoritariamente cristã, que não quer a liberação das drogas, que não quer legalização do aborto, que não admite a ideologia de gênero, um país que defende a vida desde a sua concepção. Que respeita a crianças na sala de aula, que respeita a propriedade privada e que combate a corrupção para valer”.

Não fez ataques diretos ao STF e nem a democracia, muito embora nos ventos em Brasília e também no Estado do Rio Grande do Norte, seus eleitores estejam empunhando faixas com ataques ao STF e inclusive pedindo intervenção das forças armadas.

Voltou ao discurso “sabemos que temos pela frente o bem contra o mal. O mal que perdurou por 14 anos em nosso País, que quase quebrou a nossa pátria e que agora deseja voltar a cena do crime. Não voltarão! O povo está do nosso lado! O povo está do lado do bem! O povo sabe o que quer...! (público presente grita Lula Ladrão)”.

Na sequência do discurso, o presidente pede a seus eleitores para convencer quem não vota a nele a votar e sugere, num ato grosseiro, comparar as primeiras damas. E atinge o ápice do absurdo quando puxar o coro para ele próprio: “imbroxável, imbroxável, imbroxável, imbroxável!”

Diz que, com a reeleição, vai trazer “para dentro das quatro linhas todos aqueles que ousam ficar fora dela. Tenho certeza nessa esplanada, aqui, a origem das leis que mudam nosso país. Muito feliz em ter ajudado a chegar até a vocês, a verdade. Também ter mostrado para vocês, que o conhecimento também liberta. Hoje todos sabem que é o poder executivo, Hoje todos sabem o que é câmara dos deputados, Todos sabem que é o senado federal e também todos sabem o que é o Supremo Tribunal Federal (faz pausa para o público). A voz do povo é a voz de Deus. Todos nós mudamos, todos nos aperfeiçoamos, todos nós podemos sermos melhores no futuro... “

Fazendo referência direto as pesquisas, que mostram que está em segundo lugar na corrida pela reeleição, Bolsonaro diz: aqui não tem a mentirosa Datafolha, aqui é o nosso dato povo. Aqui a verdade. Aqui a vontade de um povo honesto, livre e trabalhador”. Informa que vai estado do Rio de Janeiro, para participar do mesmo evento igual ao que participa em Brasília. Também teve movimento pro Bolsonaro na Avenida Paulista, entre outras capitais pelo Brasil.

O presidente não fez referência em suas palavras a questão dos 33 milhões de brasileiros que não estão conseguindo se alimentar. Ele já havia discursado antes levantando suspeitas de que não existe tanta gente passando fome no país, apesar de ser evidente em função da derrubada do valor do salário em comparação a disparada de preços dos produtos da sexta básica.

O presidente do STF, da Câmara e do Senado não acompanharam o presidente nos desfiles cívicos e militares em Brasília. Ao lado do presidente, estava a primeira dama Michele Bolsonaro e o empresário Luciano Hang.

Ao final do discurso, o Ministério Público Federal abriu investigação para saber se o presidente Jair Messias Bolsonaro usou as comemorações do Sete de Setembro, este ano comemorando o Bicentenário da Independência do Brasil, como evento político. 

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