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POLÍCIA
29/11/2023 00:05
Atualizado
29/11/2023 07:39

Acusado de tentar matar dois PMs, autônomo é inocentado no TJP

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Na denuncia do MPRN, consta que os PMs teriam determinado que Kaká parasse seu veículo e este teria empreendido fuga, abandonado o carro (Veloster) após bater num muro e atirado nos policiais. A defesa mostrou que o réu não teria ouvido a ordem de parada da PM e que ficou assustado quando seu carro foi alvejado, o abondonou e fugiu a pé dentro da favela do Fio. Após os debates, o Júri, que aconteceu nesta terça-feira no Fórum de Mossoró, entendeu que o réu era inocente.
Imagem 1 -  Na denuncia do MPRN, consta que os PMs teriam determinado que Kaká parasse seu veículo e este teria empreendido fuga, abandonado o carro (Veloster) após bater num muro e atirado nos policiais. A defesa mostrou que o réu não teria ouvido a ordem de parada da PM e que ficou assustado quando seu carro foi alvejado, o abondonou e fugiu a pé dentro da favela do Fio. Após os debates, o Júri, que aconteceu nesta terça-feira no Fórum de Mossoró, entendeu que o réu era inocente.
Na denuncia do MPRN, consta que os PMs teriam determinado que Kaká parasse seu veículo e este teria empreendido fuga, abandonado o carro (Veloster) após bater num muro e atirado nos policiais. A defesa mostrou que o réu não teria ouvido a ordem de parada da PM e que ficou assustado quando seu carro foi alvejado, o abondonou e fugiu a pé dentro da favela do Fio. Após os debates, o Júri, que aconteceu nesta terça-feira no Fórum de Mossoró, entendeu que o réu era inocente.
Foto: Reprodução

O Tribunal do Júri Popular, após debates entre os advogados de defesa e o Ministério Público Estadual, decidiram pela inocência do autônomo Karlito Medeiros de Freitas, o Kaká, de 37 anos, da acusação de tentar matar os PMs Francisco de Lima Costa e Wanderley Freire da Silva, no final da tarde do dia 20 de janeiro de 2016, no final do Abolição IV, em Mossoró-RN.

Após instalado o júri, o réu foi ouvido pelo juiz Vagnos Kelly Figueiredo de Medeiros e interrogado pelo promotor Armando Lúcio Ribeiro e também pelos advogados de defesa Sergimar Francisco de Oliveira e Francisco Galdino de Andrade Neto.

O julgamento

Segundo consta na denúncia do ministério Público Estadual, os policiais estavam patrulhando a região oeste da cidade de Mossoró, quando teriam avistado um veículo tipo Veloster, sendo guiado por Kaká, que estava, segundo eles, em atitude suspeita. Daí decidiram abordá-lo.

Acrescenta que o réu não parou o carro e eles passaram a fazer acompanhamento tático, até que o veículo em fuga colidiu com um muro. Teria sido neste momento que o réu, ao descer do carro, teria atirado contra os PMs, sendo revidado a injusta agressão.

Os moradores do bairro narraram os fatos ao MOSSORÓ HOJE a época. PM troca tiros com suspeitos na Favela do Fio, em Mossoró.

Ainda conforme a denúncia, o MPRN enfatizou que o réu tentou contra a vida dos policiais e não conseguiu por motivos alheios a sua vontade. Com base nesta denuncia, confeccionada conforme o depoimento dos PMs Francisco e Wanderley, o promotor Armando Lúcio Ribeiro pediu a condenação do réu por dupla tentativa de homicídio, ambas qualificadas.

Entretanto, contraponto a exposição do promotor de Justiça Armando Lúcio Ribeiro, os advogados de defesa Sergimar Francisco de Oliveira e Francisco Galdino de Andrade Neto, mostraram aos jurados que o réu não teria ouvido a ordem de parada dos policiais, por pura desatenção, e só teria percebido quando os policiais começaram a atirar no seu veículo. 

Ainda conforme a defesa, o carro não bateu no muro. Teria sido abandonado por Kaká, que teria saído em disparada para se proteger dos tiros disparados pela PM. O Veloster foi periciado e não consta nos laudos que bateu no muro.

Quanto aos supostos tiros na direção dos policiais disparados por Kaká, o corpo de jurados, composto por 4 homens e 3 mulheres, acolheram a tese dos advogados de defesa de que não existiam provas confirmando a tese do MPRN.

Ao concluir os debates, o juiz Vagnos Kelly Figueiredo de Medeiros, convocou os sete jurados a Sala Secretada, onde decidiram que o réu era inocente. O julgamento começou às 9h e terminou às 16h45 desta terça-feira, 28. Na época do crime, Kaká falou que trabalhava com gado no Ceará e atualmente afirmou que trabalha como autônomo.


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