18 JUN 2026 | ATUALIZADO 12:33
NACIONAL
Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil
18/06/2026 12:28
Atualizado
18/06/2026 12:28

"Não se meta nas eleições no Brasil", diz Lula a Trump na Cúpula do G7

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O presidente Lula cobrou que Donald Trump não interfira nas eleições brasileiras e respeite a soberania do país. A declaração, feita na Cúpula do G7, rebateu falas de Trump, que chamou o Brasil de "perigoso politicamente" e criticou a condenação de Eduardo Bolsonaro pelo STF. O ex-deputado foi sentenciado ao regime semiaberto por coação no processo que investiga a tentativa de golpe de Jair Bolsonaro. Lula enfatizou que, embora o líder americano tenha direito às suas preferências ideológicas, o código de ética e o respeito mútuo entre as nações devem ser mantidos.
Imagem 1 -  O presidente Lula cobrou que Donald Trump não interfira nas eleições brasileiras e respeite a soberania do país. A declaração, feita na Cúpula do G7, rebateu falas de Trump, que chamou o Brasil de "perigoso politicamente" e criticou a condenação de Eduardo Bolsonaro pelo STF. O ex-deputado foi sentenciado ao regime semiaberto por coação no processo que investiga a tentativa de golpe de Jair Bolsonaro. Lula enfatizou que, embora o líder americano tenha direito às suas preferências ideológicas, o código de ética e o respeito mútuo entre as nações devem ser mantidos.
O presidente Lula cobrou que Donald Trump não interfira nas eleições brasileiras e respeite a soberania do país. A declaração, feita na Cúpula do G7, rebateu falas de Trump, que chamou o Brasil de "perigoso politicamente" e criticou a condenação de Eduardo Bolsonaro pelo STF. O ex-deputado foi sentenciado ao regime semiaberto por coação no processo que investiga a tentativa de golpe de Jair Bolsonaro. Lula enfatizou que, embora o líder americano tenha direito às suas preferências ideológicas, o código de ética e o respeito mútuo entre as nações devem ser mantidos.
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quarta-feira (17) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não interfira nas eleições brasileiras e respeite o país.  

“Por mim, ele pode continuar gostando do Bolsonaro – do pai, do filho, do neto. Não tenho nenhum problema. É um problema dele. Afinal de contas, gosto não se discute. Agora, não se meta nas eleições no Brasil.”

“As eleições no Brasil são um problema do Brasil, como as eleições americanas são problema deles e não são um problema meu. A única coisa que eu quero é respeito pelo Brasil, assim como eu tenho pelos Estados Unidos”, completou.

Em entrevista coletiva após o fim da Cúpula do G7, em Évian, na França, Lula disse que, se Trump conhece o Brasil pela relação que ele tem com a família Bolsonaro, ele desconhece o país.

“Ele tem o direito de ter as preferências eleitorais dele, as preferências ideológicas dele. Eu só espero que ele não fira o código de ética entre as nações que querem ser respeitadas na sua soberania. Só espero isso”, concluiu.

Entenda

Mais cedo, também em entrevista coletiva no evento, Trump classificou o Brasil como um país “um pouco perigoso politicamente” e citou a condenação de Eduardo Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Prenderam ele ou querem prendê-lo. Estão tramando algo para a sua prisão. Eles jogam bem pesado. Mas ninguém joga mais pesado que os Estados Unidos”, disse.

O ex-deputado federal foi condenado a quatro anos e dois meses anos de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo.

Ele foi considerado culpado de atuar em Washington a favor do tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras, para intimidar a Suprema Corte e tentar evitar a condenação do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, pela tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.


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