03 AGO 2026 | ATUALIZADO 15:53
POLÍCIA
03/08/2026 15:53
Atualizado
03/08/2026 15:53

Entregador é executado na porta de casa em Mossoró; homicídios mais que dobram em 2026

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O entregador de delivery Francisco Kaio César da Silva, de 36 anos, é o nome por trás da mais recente marca da violência em Mossoró: ele foi executado com dois tiros na cabeça na madrugada desta segunda-feira (3), no Conjunto Cidade Alta, bairro Sumaré. O crime evidencia a grave crise de segurança e o avanço do crime organizado na região.
Imagem 1 -  O entregador de delivery Francisco Kaio César da Silva, de 36 anos, é o nome por trás da mais recente marca da violência em Mossoró: ele foi executado com dois tiros na cabeça na madrugada desta segunda-feira (3), no Conjunto Cidade Alta, bairro Sumaré. O crime evidencia a grave crise de segurança e o avanço do crime organizado na região.
O entregador de delivery Francisco Kaio César da Silva, de 36 anos, é o nome por trás da mais recente marca da violência em Mossoró: ele foi executado com dois tiros na cabeça na madrugada desta segunda-feira (3), no Conjunto Cidade Alta, bairro Sumaré. O crime evidencia a grave crise de segurança e o avanço do crime organizado na região.
Foto: Isaías Fernandes

A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Mossoró acumula, a partir desta madrugada (03), mais uma investigação complexa e dolorosa em seus arquivos. O novo inquérito se soma a uma estatística alarmante: o município do Oeste potiguar atingiu a marca de 99 mortes violentas em 2026, um patamar que já representa mais que o dobro do volume registrado no mesmo período do ano passado.

Por trás da frieza dos números, revela-se a brutalidade de vidas interrompidas pela violência. A estatística ganha o nome de Francisco Kaio César da Silva, de 36 anos, trabalhador que atuava como entregador de delivery, para complementar a renda. 

Ele foi executado a tiros por volta das 1h40 desta segunda-feira (03), no Conjunto Cidade Alta, localizado no bairro Sumaré, no momento em que encostava no portão de sua residência. Sem qualquer chance de defesa, Francisco foi atingido por dois disparos na cabeça, possivelmente de calibre 38.

A tragédia expõe a vulnerabilidade diante da insegurança crônica que corrói a região. O assassinato do entregador, cujo corpo foi levado à sede da Polícia Científica para exames periciais, ilustra o cotidiano de uma sociedade acuada, refém de territórios controlados pela dinâmica do crime organizado.

A Polícia Civil informou que a equipe de investigação já trabalha com uma linha de apuração definida para o crime. No entanto, os detalhes sobre a motivação e os possíveis suspeitos são mantidos sob sigilo para não atrapalhar o andamento dos trabalhos.

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