Dois fortes terremotos sequenciais na costa norte da Venezuela resultaram na morte de pelo menos 188 pessoas e deixaram outras 971 feridas, de acordo com o último balanço oficial divulgado por agências internacionais de notícias na tarde desta quinta-feira (25). Centenas de civis permanecem desaparecidos sob os escombros de edifícios que desabaram em decorrência dos abalos sísmicos, registrados nas escalas de 7.5 e 7.2 na Escala Richter.
Equipes de resgate concentram os trabalhos de busca subsuperficial na capital, Caracas, e no estado litorâneo de La Guaira, apontados pelas autoridades de defesa civil como as zonas de maior destruição. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) emitiu alertas baseados em modelos preditivos de impacto de alta energia sísmica, sinalizando que o total de óbitos possui probabilidade estatística de ultrapassar 10 mil vítimas à medida que os escombros das estruturas pesadas sejam removidos.
O governo brasileiro manifestou consternação e profunda solidariedade ao povo e às autoridades venezuelanas logo após a divulgação dos primeiros relatórios sobre a tragédia. De acordo com informações oficiais da Agência Brasil, o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) emitiu uma nota pública reforçando os laços humanitários entre as duas nações e colocando a estrutura do Estado à disposição para mitigar os efeitos do desastre.
"O governo brasileiro acompanha com grande preocupação os desdobramentos dos abalos sísmicos que atingiram o norte da Venezuela e expressa suas mais sinceras condolências às famílias das vítimas", destacou o comunicado do Itamaraty reproduzido pela Agência Brasil.
Diplomatas em Brasília confirmaram que o governo federal já iniciou a interlocução com os canais de cooperação internacional para coordenar o envio de ajuda humanitária emergencial. O plano logístico preliminar envolve o transporte de medicamentos de urgência, insumos hospitalares e equipes civis especializadas em cenários de calamidade pública, partindo de bases logísticas na região Norte do Brasil.
Reportagens internacionais indicam que o cenário de devastação na América do Sul mobilizou governos de diversas potências mundiais, que também utilizaram canais diplomáticos para anunciar suporte técnico e financeiro.
Organização das Nações Unidas (ONU): O secretário-geral da entidade emitiu declaração afirmando que o fundo de resposta a emergências da ONU foi ativado para dar suporte imediato às agências de socorro que operam na região.
Estados Unidos: A Casa Branca prestou condolências oficiais e confirmou o acionamento da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID). Equipes americanas especializadas em busca urbana aguardam a liberação do espaço aéreo.
União Europeia: O bloco europeu liberou verbas de assistência emergencial para viabilizar o envio de hospitais de campanha e purificadores de água estruturados, manifestando pesar pelas perdas materiais e humanas.
Testemunhas relatam cenas de pânico nas principais avenidas da capital venezuelana, onde o fornecimento de energia elétrica e os serviços de telecomunicação foram interrompidos logo após o primeiro tremor. Hospitais locais operam acima da capacidade máxima utilizando geradores térmicos, enquanto profissionais de saúde priorizam o atendimento de pacientes com traumas complexos provocados por esmagamento.
Especialistas em sismologia alertam que réplicas (tremores secundários de menor intensidade) continuam a ser registradas ao longo do dia, elevando o risco de novos desabamentos em edifícios que já sofreram danos estruturais ou rachaduras severas. Fronteiras terrestres e portos da região norte passam por vistorias técnicas de segurança para garantir a estabilidade do fluxo que receberá o suporte internacional.