10 AGO 2026 | ATUALIZADO 20:16
MOSSORÓ
10/08/2026 20:16
Atualizado
10/08/2026 20:16

Meteorologista paraibano contesta informações difundidas sobre super el-niño

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Segundo o professor doutor Mário de Miranda Vilas Boas Ramos Leitão, em 44% das vezes que ocorreu super el-niño ocorreu secas e em 56% das ocasiões, ocorreu inverno normal. Ele explicou que é muito cedo para se fazer previsão se vai ter inverno ou não no próximo ano. Em entrevista ao MH, Mário Leitão explicou o que aquece os ocenas e como as nuvens se formam.
Imagem 1 -  Segundo o professor doutor Mário de Miranda Vilas Boas Ramos Leitão, em 44% das vezes que ocorreu super el-niño ocorreu secas e em 56% das ocasiões, ocorreu inverno normal. Ele explicou que é muito cedo para se fazer previsão se vai ter inverno ou não no próximo ano. Em entrevista ao MH, Mário Leitão explicou o que aquece os ocenas e como as nuvens se formam.
Segundo o professor doutor Mário de Miranda Vilas Boas Ramos Leitão, em 44% das vezes que ocorreu super el-niño ocorreu secas e em 56% das ocasiões, ocorreu inverno normal. Ele explicou que é muito cedo para se fazer previsão se vai ter inverno ou não no próximo ano. Em entrevista ao MH, Mário Leitão explicou o que aquece os ocenas e como as nuvens se formam.
Foto: Pedro Cezar

Os agricultores e pecuaristas da região Nordeste estão assustados com as informações difundidas em diversos sites informando que um super El-niño vai pode causar de 2 a 4 anos de seca nas regiões Norte e Nordeste e tempestades com chuvas intensas na região Sul.

Entretanto, o professor doutor Mário de Miranda Vilas Boas Ramos Leitão, Graduado e mestre em Meteorologia pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e doutor em Meteorologia pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), contesta esta informação.

Segundo Mário Leitão, estas afirmações não são verídicas e foram lanças com finalidades comerciais. Ele explica o correto é afirmar, com base em estudos científicos sérios, que em 44% das vezes que ocorre El-niño intenso, ocorre a seca e em 56% das ocasiões, não.  Ele especifica como as nuvens se formam, citando o exemplo do funcionamento de uma enceradeira de piso e um carrinho de algodão doce.


Leitão diz que é equivocado a ideia de que a ação do homem na natureza ocasiona o aquecimento dos oceanos. Segundo ele, esta afirmação está quem aquece os oceanos são os vulcões no fundo do mar, que pode ocorrer de ser mais ou menos intenso.

O especialista, que esteve nesta segunda-feira, 10, em Mossoró, conversando com o colega José Espínola, na Universidade Federal Rural do Semiárido, pede que os agricultores, pecuaristas, não tomem decisões precipitadas e que somente em dezembro é que é possível ter uma previsão aproximada do que vai acontecer no próximo ano.


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