02 SET 2026 | ATUALIZADO 09:22
NACIONAL
André Richter - Repórter da Agência Brasil
02/09/2026 09:20
Atualizado
02/09/2026 09:20

PGR pede anulação de investigação sobre conversas de Moraes e Vorcaro

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Em parecer enviado ao STF, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, contestou a validade da investigação da PF que expôs conversas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Gonet sustentou que o relator do caso, André Mendonça, extrapolou suas competências ao aprofundar as apurações sem autorização do plenário ou provocação do Ministério Público.
Imagem 1 -  Em parecer enviado ao STF, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, contestou a validade da investigação da PF que expôs conversas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Gonet sustentou que o relator do caso, André Mendonça, extrapolou suas competências ao aprofundar as apurações sem autorização do plenário ou provocação do Ministério Público.
Em parecer enviado ao STF, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, contestou a validade da investigação da PF que expôs conversas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Gonet sustentou que o relator do caso, André Mendonça, extrapolou suas competências ao aprofundar as apurações sem autorização do plenário ou provocação do Ministério Público.
Foto: Luis Dantas/Procuradoria Geral da República

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu na noite desta terça-feira (1º) a nulidade da investigação da Polícia Federal (PF) que encontrou as mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF)  

Na manifestação enviada à Corte, Gonet disse que o relator do caso, ministro André Mendonça, investigou Moraes ilegalmente ao determinar o aprofundamento da investigação sobre o caso Master para esmiuçar as conversas envolvendo Moraes e o ex-banqueiro. 

No entendimento do procurador, o aprofundamento da apuração só poderia ocorrer após autorização do plenário da Corte. E eventual investigação contra Moraes deveria ser direcionada pelo presidente da Corte, Edson Fachin, que levaria do caso ao plenário, e não diretamente para execução da PF. 

“A ordem dada à autoridade policial para investigar pessoas específicas, sem pedido do Ministério Público e sem iniciativa da autoridade policial, é nula, por exceder os limites de competência do magistrado na fase pré-processual”, afirmou Gonet. 

O parecer enviado após Mendonça pedir que a PGR se manifestasse sobre o relatório da PF que faz menções ao ministro Alexandre de Moraes e o próprio procurador-geral. 

As citações aos nomes de Moraes e Gonet foram captadas pela PF a partir da quebra de sigilo do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, alvo das investigações da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras no Banco Master. O sigilo do relatório de investigação foi retirado nesta terça-feira (1°). 

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