09 SET 2026 | ATUALIZADO 19:17
POLÍCIA
09/09/2026 19:07
Atualizado
09/09/2026 19:14

Júri absolve Caio e Anderson do assassinato de Leonardo, em Areia Branca-RN

A+   A-  
O Tribunal do Júri Popular aconteceu no Fórum Municipal de Mossoró, a pedido do Ministério Público Estadual, que considerou que Areia Branca não reunia segurança para julga-los. Os trabalhos começaram de 9 horas e foram concluídos às 18h, com o Conselho de Sentença acatando a preposição dos advogados de defesa, para absolveu os réus Caio Max dos Santos, o "Tio Patinhas", de 27 anos, e Anderson Skleiffon Góis de Sousa, conhecido por "Neguin", de 31 anos, do assassinato de Leonardo Batista da Silva, ocorrido no dia 31 de março de 2024, em Areia Branca-RN
Imagem 1 -  O Tribunal do Júri Popular aconteceu no Fórum Municipal de Mossoró, a pedido do Ministério Público Estadual, que considerou que Areia Branca não reunia segurança para julga-los. Os trabalhos começaram de 9 horas e foram concluídos às 18h, com o Conselho de Sentença acatando a preposição dos advogados de defesa, para absolveu os réus Caio Max dos Santos, o "Tio Patinhas", de 27 anos, e Anderson Skleiffon Góis de Sousa, conhecido por "Neguin", de 31 anos, do assassinato de Leonardo Batista da Silva, ocorrido no dia 31 de março de 2024, em Areia Branca-RN
O Tribunal do Júri Popular aconteceu no Fórum Municipal de Mossoró, a pedido do Ministério Público Estadual, que considerou que Areia Branca não reunia segurança para julga-los. Os trabalhos começaram de 9 horas e foram concluídos às 18h, com o Conselho de Sentença acatando a preposição dos advogados de defesa, para absolveu os réus Caio Max dos Santos, o "Tio Patinhas", de 27 anos, e Anderson Skleiffon Góis de Sousa, conhecido por "Neguin", de 31 anos, do assassinato de Leonardo Batista da Silva, ocorrido no dia 31 de março de 2024, em Areia Branca-RN
Foto: Pedro Cezar

O Tribunal do Júri Popular (TJP) concluiu nesta quarta-feira, 9 de setembro de 2026, após cerca de 10 horas de sessão no Fórum Municipal de Mossoró-RN, o julgamento de Caio Max dos Santos, o "Tio Patinhas", de 27 anos, e Anderson Skleiffon Góis de Sousa, conhecido por "Neguin", de 31 anos. O Conselho de Sentença acolheu a tese da defesa e decidiu pela absolvição dos dois réus.

Eles eram acusados de matar Leonardo Batista da Silva (à época com 28 anos) no dia 31 de março de 2024, na comunidade do Iraque, no bairro Nordeste, em Areia Branca-RN.

O caso havia sido investigado pelo delegado Rafael Laboisière.

Segundo o relatório policial enviado à Justiça, o crime estaria ligado a uma disputa territorial entre facções rivais: os acusados integrariam o "Sindicato do Crime" (SDC), enquanto a vítima supostamente pertencia ao "Primeiro Comando da Capital" (PCC). A motivação seria a disputa pelo comando do tráfico de drogas na comunidade do Iraque.

A denúncia detalhava a suposta participação de vários investigados no esquema:

Tiago Cesar Bezerra da Silva – apontado como mentor do homicídio e líder do SDC-RN. Foi dele que a Polícia apreendeu o celular e encontrou as mensagens (diálogo com outro faccionado) que terminou levando Caio Max e Anderson Skleiffon Góis de Sousa para a cadeia ainda no primeiro semestre de 2024. 

Os demais acusados neste processo, segundo o promotor de Justiça  Fábio Souza Carvalho de Melo, serão julgados em outra ocasião.

O Júri

A sessão teve início às 9h desta quarta-feira, presidida pelo juiz José Ronivon Beija-Mim de Lima. Após o sorteio dos sete membros do Conselho de Sentença, foram ouvidas as testemunhas arroladas no processo e, por fim, os réus Caio e Anderson foram interrogados.

O depoimento do delegado Raphael Laboisierre demorou uma hora e 20 minutos. Os advogados de defesa, Gilvan Lira, Rodrigo Oliveira e Jerônimo Azevedo questionaram o delegado sobre a convicção que chegou, durante as investigações, contra Tio Patinhas e Neguinho, no caso do assassinato de Leonardo Batista. 

Ao prestar depoimento, os dois réus negaram ter participado do crime. Caio disse que trabalha pescando atun e não tem ligação com facção, como denunciou o MPT. Acredita ter sido confundido por outro. Já Anderson, disse que trabalha nas empresas de energia eólica e também vai bicos de servente. Assegura que nunca fez parte de facção e que deve ter sido confundido com outro também conhecido com o mesmo apelido dele, Neguinho. No Plenário do Júri, orientado pelos advogados, só respondeu perguntas do juiz presidente e dos advogados de defesa.

Após os depoimentos, a acusação no plenário do TJP foi conduzida pelo promotor de Justiça Fábio Souza Carvalho de Melo, que pugnou pela condenação dos réus por homicidio qualificado. Já a defesa dos réus ficou a cargo dos advogados Gilvan Lira Pereira, Jerônimo Azevedo Bolão Neto e Rodrigo de Oliveira Carvalho, que defenderam tese de negativa de autoria.

Após os debates em plenário, concluído por volta das 18 horas, os jurados decidiram pela absolvição de Caio Max e Anderson Skleiffon, veredito que foi proclamado pelo juiz presidente ao término da longa jornada de julgamento. No caso, não havendo outro processo que os mantenha preços, os dois serão colocados em liberdade, após 2 anos presos. 

Notas

Tekton

Publicidades

Outras Notícias

Deixe seu comentário