
COLUNA ESPLANADA
Por Leandro Mazzini
Com Carol Purificação e Alexandre Brás
BRASÍLIA, SEGUNDA-FEIRA, 26 DE OUTUBRO DE 2026 - Nº 4.471
Reeleito presidente do Brasil para um inédito 4º mandato, Luiz Inácio Lula da Silva tem a chance – e o dever – de fazer um Governo melhor que os três anteriores e sair à História melhor do que entrou na política. Mas para isso terá que enterrar a falácia que abraçou pelo projeto de poder pessoal e do partido. Se mantiver tudo que prometeu na campanha, o Governo vai gastar mais R$ 400 bilhões por ano, dinheiro que, hoje, não se sabe de onde ele vai tirar. A Coluna analisou os índices dos resultados oficiais do TSE e constatou que o presidente cresceu, em média, de sete a nove pontos em todos os Estados, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) apenas de dois a três pontos. A votação de Minas Gerais, 2º maior colégio do País, surpreendeu as duas campanhas – e deu a vantagem ao petista. Soma-se a isso a menor abstenção e os indecisos, que podem ter migrado para o presidente da República. No staff de Flávio, o que mais se comenta é que o canal de André Janones espalhou fake news e atrapalhou muito, fazendo o candidato ter que usar a mídia para se defender.
O Judiciário mais uma vez se meteu na eleição e piorou a situação. Série de erros dos ministros envolvidos levou à maior indefinição eleitoral da História do Brasil, em pleno século 21. Presidente do TSE, o ministro Kassio Nunes Marques já sabia desde 13h30 de relatos e reclamações do PT sobre a suposta falta de ônibus nas ruas de Salvador e São Paulo. E nada, nada fez. O ministro Zanin, do STF, atropelou o TSE e melou tudo.
A ausência de atitude do presidente Nunes Marques, do TSE, sobre a questão da suposta falta de ônibus nas ruas de capitais lembra bem o seu perfil. Até os 20 anos, ele era apontador de carrinho de mão em canteiro de obras na Bahia e Piauí. Um ex-patrão confidenciou à Coluna que ele sempre foi um pouco ... lento....
Como está a segurança do Brasil e a “falta de civilidade” nas ruas (como tem repetido o ex-ministro e advogado Luís Roberto Barroso: o ministro do STF André Mendonça apareceu cercado por seis agentes federais como seguranças no local de votação ontem, em Brasília. Que medo é esse?
Por incompetência ou medo de alguam retaliação – nos dois casos, erros crassos – os institutos de pesquisas não mensuraram o fator Janja da Silva na vida do eleitor brasileiro. A pergunta seria simples: você acha que a primeira-dama se expõe muito e atrapalha o presidente? As respostas mostrariam muito do porquê de Lula perder votos.
Se o fim da escala 6x1 preocupa o patronato, o estudo “Impactos econômicos e redistributivos da redução da jornada de trabalho no Brasil”, dos economistas Vicente Heinen e Fabio Freitas, da UFRJ, aponta que a medida pode elevar o PIB do País em 0,2% e gerar até 1,4 milhão de empregos formais. E beneficiaria diretamente cerca de 21 milhões de trabalhadores. O desafio é: de onde o patrão vai tirar dinheiro extra para isso, e onde encontrará funcionário capacitado num país que tem falta de profissionais?
A Ong mineira Kids Salvation, que realiza missões médicas humanitárias anuais em Angola desde 2020, concluiu a expedição de 2026, em Lubango. Neste ano, foram 41 cirurgias, sendo 14 plásticas reconstrutoras, 13 bucomaxilofaciais, três para tumores de mama e 11 para lesões de pele em pacientes albinos. Foram mais de 200 atendimentos odontológicos, 100 dermatológicos, 100 clínicos e 20 de ginecologia e mastologia.