
Durante a Audiência de Custódia realizada ao meio-dia desta terça-feira, 27, a Justiça do Rio Grande do Norte decretou a prisão preventiva de Eduardo Ronald de Sousa Ferreira, de 18 anos. Ele é acusado de desferir três facadas na namorada, a jovem Clara Thais Silva Maia, também de 18 anos, durante a madrugada de segunda-feira, 26 de outubro de 2026, em Umarizal (RN).
A sessão foi presidida pelo juiz Eduardo Neris Negreiros. O Ministério Público do Rio Grande do Norte foi representado pelo promotor de Justiça Vicente Elísio de Oliveira Neto, tendo como assistentes de acusação os advogados Policarpo Dantas e Helena Belmont. O réu foi representado na audiência pelo advogado Armando Florentino de Araújo.
Segundo relatou o advogado Policarpo Dantas, a preventiva foi decretada “para a garantia da ordem pública e para a conveniência da instrução do processo na Justiça, levando em consideração a gravidade da conduta do réu, que atingiu a vítima com múltiplas facadas, além do fato de o local do crime ter sido alterado, segundo consta dos autos do processo”.
Informações que circulam no município apontam que a vítima, residente na zona rural, foi à cidade para festejar com amigos a reeleição de Lula. Após a meia-noite, ela foi para a casa do namorado Eduardo Ronald. Durante a madrugada, Clara sofreu três facadas, sendo uma delas na altura da garganta.
A Polícia Militar (18º BPM) foi acionada, prendeu Eduardo Ronald no local e apreendeu a arma do crime. O suspeito foi conduzido à Delegacia de Plantão da Polícia Civil, onde foi autuado pelo delegado Raphael Laboissiere por tentativa de feminicídio.
De acordo com o delegado, o suspeito se recusou a dar sua versão dos fatos. A vítima também não pôde prestar depoimento, pois teve a garganta cortada e foi transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em Pau dos Ferros. Após a lavratura do flagrante, Eduardo foi encaminhado à Cadeia Pública de Caraúbas para aguardar a realização da Audiência de Custódia.
O delegado Raphael Laboissiere confirmou que ele próprio, ao concluir o auto de prisão em flagrante, representou pela decretação da prisão preventiva do suspeito. Nesta terça-feira, a Justiça converteu o flagrante em prisão preventiva, determinando que o réu permaneça acautelado enquanto aguarda a tramitação do processo até o Tribunal do Júri, que, havendo condições de segurança e técnicas, deverá ocorrer na Comarca de Umarizal.
Ainda conforme a autoridade policial, não foi possível definir categoricamente no flagrante se o caso configura feminicídio, pois será necessário ouvir mais testemunhas, familiares, amigos de ambas as partes e a própria vítima após sua alta hospitalar. Os conteúdos dos telefones celulares dos dois também serão analisados.
A continuidade das investigações vai esclarecer se os boatos que circulam na cidade — de que o suspeito teria esfaqueado a vítima por intolerância política — serão confirmados ou não. O trabalho investigativo será conduzido pelo delegado Mateus Ramalho, titular da Delegacia de Polícia Civil de Umarizal, e posteriormente remetido à Justiça.