30 OUT 2020 | ATUALIZADO 16:29
NACIONAL
Hermes Castro
06/04/2015 08:05
Atualizado
13/12/2018 08:41

FIES poderá ter novo modelo de financiamento estudantil

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As principais mudanças implementadas pelo governo federal foram a exigência da pontuação mínima de 450 pontos no ENEM e não zerar a redação
Imagem 1 -  FIES poderá ter novo modelo de financiamento estudantil
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Após as mudanças nas regras do Fundo de Financiamento Estudantil (FIES), as universidades privadas, que são as principais beneficiadas pelo programa do governo federal, preparam uma proposta de mudança na concessão do financiamento e devem apresentá-la até o final de maio ao Ministro da Educação, Janine Ribeiro, que toma posse nesta segunda-feira, 06.

As principais mudanças implementadas pelo governo federal foram a exigência da pontuação mínima de 450 pontos no ENEM e não zerar a redação. Segundo o Ministério da Educação (MEC), cerca de 30% dos alunos não atingiram esse patamar exigido. Na prática, isso representa uma redução no número de alunos que estariam elegíveis ao FIES.

Um grupo formado com as 30 maiores universidades privadas, preocupado com a possível redução na receita das instituições, afirma que frearão projetos de expansão, melhoria de instalações e criação de novos cursos. As universidades estimam que perderão cerca de 15% de novos alunos, o que representaria cerca de 35% no faturamento com o FIES.

O MEC diz que as mudanças visam melhorar a qualidade do ensino, ao exigir nota mínima, e priorizar bons cursos, além de reduzir custos do programa.

Novo modelo:
O economista Samuel Pessôa, colunista da Folha, foi contratado pela Associa~ção Brasileira para o Desenvolvimento do Ensino Superior (ABRAES), para elaborar o projeto com as possíveis mudanças no FIES. A proposta inicial seria desenhar um modelo de financiamento duplo.

Segundo Pessôa, uma parte teria subsídio do governo, mas adotaria critérios de renda para selecionar os candidatos, e a outra parte contaria com a participaçã maior do setor privado na concessão dos novos empréstimos e cobraria juros mais altos do que o primeiro.

Com base nesse modelo, a camada da população com renda mais elevada também poderia se beneficiar do programa e teria a opção de pagar parte do financiamento ao longo do curso.

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