29 OUT 2020 | ATUALIZADO 00:19
SAÚDE
Cezar Alves
17/04/2015 17:09
Atualizado
12/12/2018 11:38

Motoristas de caminhão realizam protesto em Mossoró neste sábado

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Líder do movimento nacional dos motoristas de caminhões, Ivar Luiz Schimdt, explica que a proposta principal é cobrar do governo a implantação da Tabela de Frete Mínimo

O motorista de caminhão Ivar Luiz Schmidt convoca os colegas da região para neste sábado, 18, às 14h, fazer um protesto pelos 17 km do Complexo Viário do Abolição, em Mossoró, cobrando a criação de uma tabela de frete mínimo no Brasil.

A reunião para tratar do assunto está agendada para o dia 22, em Brasília, com o ministro Antônio Carlos, dos Transportes. “Se o Governo Brasileiro não sinalizar positivo para criar esta tabela de frete mínimo, todos os motoristas param no dia 23”, diz Ivar Luiz Schmidt

Os motoristas de caminhões, liderados Ivar Luiz Schmidt, já realizaram mobilização nacional em Brasília e conseguiram atenção da presidenta Dilma Rousseff, porém não conseguiram alcançar seu objetivo principal: “uma partilha justa nos fretes” diz.

Para comandar o movimento dos caminhões, Ivar Luiz Schmidt usa um celular Samsung S5 para se conectar em 18 grupos de WhatsApp, gravar vídeos e comandos de voz, que também são compartilhados aos milhares na Fan Page Comando Nacional do Transporte.

“Este é o nosso foco central, principal. É 99% de tudo que queremos”, diz Ivar Luiz, líder natural de milhares de motoristas de caminhões espalhados pelo Brasil durante longa conversa com este repórter na tarde desta sexta-feira, 17, na sede do MOSSORÓ HOJE.

Ivar destaca que com a tabela haverá um pouco de justiça entre o transporte feito por grandes transportadores e pequenas transportadores, como é o caso dele. “Imagine que tem grupos com 2 mil caminhões e valores altos para receber em créditos do Governo Federal”, explica.

“Estas empresas entram nas concorrências nacionais para fazer o transporte do milho da região Sul para o Nordeste e sempre apresentam valores muito abaixo do possível, pois eles querem apenas é receber os créditos que tem junto ao governo”, acrescenta.

Como estes créditos são gerados junto ao governo para estas grandes transportadoras? “Eles compram de uma só vez 300 caminhões e consegue 34,25% do valor em créditos junto ao governo Federal. Para receber, precisam prestar serviços. Daí faz o transporte mais barato”.

“O que queremos é que 40% destes fretes federais sejam destinados para cooperativas de motoristas autônomos e os outros 60% ficaria para as grandes transportadoras”, diz Ivar Luiz Schmidt, lembrando que isto seria justo com quem tem de 1 a 10 caminhões.

A tabela de frente mínimo foi criada por especialistas do setor de transportes, doutores ligados a grandes universidades de São Paulo. Entre uma ligação e outra, de jornalistas de vários veículos de comunicação da região Centro Oeste, Ivar Luiz disse: “não desisto”.

“Mossoró é uma cidade libertária. Estudei aqui, criei meus filhos aqui, me sinto mossoroense, gosto quando me citam como mossoroense, e é daqui que vamos levantar o movimento nacional que vai garantir um frete justo aos pequenos transportadores deste País.

Recado

“É preciso mandar um recado a todas as pessoas, para que não haja mal-entendido. Nosso movimento neste momento é voltado único e exclusivamente para resolver a questão dos trabalhadores nos transportes. Tem muitas pessoas que confundem a questão de nosso movimento com estes outros movimentos que pedem o impeachment da presidente. Gostaria de deixar muito claro para todos, que nós não estamos pleiteando isto. A nossa luta é pela categoria dos motoristas de caminhões. Muita gente confundiu isto no primeiro movimento. Gostaria de deixar isto bem claro nosso objetivo são os benefícios dos motoristas.

Sobre a expectativa da reunião com o ministro, Ivar Luiz Schmidt falou em vídeo.

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