29 OUT 2020 | ATUALIZADO 00:19
Will Vicente
30/03/2015 19:45
Atualizado
14/12/2018 10:10

Lollapalooza BR 2015 Domingo, 29 de março

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Lollapalooza BR 2015 Domingo, 29 de março
Imagem 1 -  Lollapalooza BR 2015 Domingo, 29 de março

Fotos: celular e página oficial do Lollapalooza Brasil no Facebook


Dica do sábado: se você viu na TV, esqueça a TV. A tela não é capaz de capturar o verdadeiro som de um show, no caso de vários.

Domingo é de superar o cansaço para o segundo e ultimo dia do festival. Os pés doem, tem o caminho do metro até o portão, pane no sistema do showpass da matercard para quem comprou o lollapass (ingresso no cartão para os dois dias), gente revoltada com o que deveria ser a forma mais prática e rápida de entrar (nada que fosse demorado a resolver), a garoa cai, compramos capas de chuva, e esquenta. Tudo dentro do figurino. Ir a um festival é isso mesmo. Público maior que no sábado, um pouco mais lento o deslocamento entre os palcos, mas nada, nem de longe, fora dos padrões dessa balada. O Lolla continua lindo.

No final, nos bares do palco Onix, acabou a cerveja. Como assim? Li depois nos portais nacionais e talvez isso tenha acontecido em outros pontos. Também não me desaminou, afinal, no bar seguinte tinha. Se tem um ponto negativo no Lolla é a Skol como patrocinadora. Além de cerveja mediana a 10 reais o copo de 400 ml (todo consumo no Lolla é caro, e em outros festivais também, prepare-se sempre), a cervejaria resolveu montar uma estrutura que não sei pra que servia, parecia uma casa fantasma para diversão não sei de quem, bem na parte alta, no inicio da enorme área do palco Skol, o principal. Ao pé do “morro”, esse brinquedo impedia a visão geral do palco para quem estava passando pela pista e se quisesse, assim como fiz no show de Arcade Fire no ano passado, veria de lá, longe da multidão e com metros de pista e/ou grama só para você.

Esses detalhes evidentemente não tiram o brilho da festa até porque muita falha que se viu no ano passado (como os gargalos entre os palcos e filas) já estava sanada neste ano. A tendência é que para o ano que vem o que emperrou este ano, não emperre mais. Não teve lamaçal. E assim o Lolla segue brilhando.

Interpol

Um Yakisoba antes de entrar no autódromo e aquele problema no sistema do showpass quase me fizeram perder o começo do show dos nova-iorquinos do Interpol. Não havia sol, a garoa era o cenário ideal para uma de minhas bandas favoritas de indie. Rock ora melancólico, ora dançante como toda banda de indie deve ser, fez bonito no meio daquela tarde. Além de visual elegante, Interpol tem maturidade.

 

The Kooks

The kooks foi uma indicação da jornalista Dênia Cruz que lá estava comigo. Os londrinos são certeiros, suaves. The Kooks me fez lembrar do show de Vampire Weekend (não pelo som, mas pelo clima ameno) no ano passado. Sem peso. Aprovados.

 

Foster The People
Os californianos do Foster The People queria muito ver. São deliciosamente dançantes. Mas a foto abaixo explica de onde “vi”. Não deu para ouvir muita coisa. Não vi show mais lotado e desconfio que foi o maior publico do festival.

 

Calvin Harris
O Dj, músico, produtor e gato escocês Calvin Harris tem hits ultra pop. Ele é mais bonito do que tem musicas realmente interessantes. No máximo de imparcialidade que eu possa ter, financeiramente deve ter sido bom para o Lolla, ele foi um dos cachês mais altos e também um dos que arrastou mais gente pra lá. Mas não tem nada de alternativo-indie nele. Creio que Calvin estava no festival errado. Embora, assim como Skrillex (veja na resenha do sábado) teve uma das maiores e mais animadas plateias. E embora o Lolla esteja paquerando com o pop (na verdade, o line-up eclético tem sido o grande diferencial do festival e não dá pra substimar o pop), mas quem foi a um Sonar jamais se renderá as cifras eletrônicas de um Harris.

 

Pharrel Williams
Esqueça Happy. É apenas uma música de sucesso que rendeu milhões e milhões de dólares a Pharrel. A grande atração do domingo, e ao lado de Jack formaram o headline desta edição, mostrou porque é o produtor mais badalado entre as maiores estrelas do pop americano. Madonna me apresentou em 2008 quando ele produziu Hard Candy e de lá para cá Pharrel não parou de fazer sucesso, de brilhar nos discos alheios e mostrar nos próprios porque ele é completo. R&B, funk, soul, rap, graves arrebatadores, voz e falsetes. Groove a perder de vista. Aprendeu direitinho com Michael Jackson. Levou fãs para o palco, muitos, fez a festa. Repito, a TV não reproduz nada do que é Pharrel ali, in loco.



The Smashing Pumpkins
De Daft Punk a Gwen Stefani, Pharrel fez valer a pena não ter ido ver no mesmo horário outra banda que muito ouvi nos anos 1990: Smashing Pumpkins. Assim como Bastille, ficou para a próxima.



Encontros
Mais mossoroenses e natalenes no autódromo. Muitos foram ver Far From Alaska (Natal) que não vi porque não consegui chegar cedo (12h50), mas soube que o show foi fantástico. Domingo nas companhias de Bruno e Bárbara Morais e da jornalista Dênia Cruz, lá da capital.


Até 2016!

 

Line-up

29 de março (domingo)


Palco Skol
11h50 às 12h35 - Scalene
13h30 às 14h15 - Molotov
15h25 às 16h25 - Interpol
17h35 às 18h50 – Foster The People
20h15 às 22h – Pharell Williams


Palco Onix
12h40 às 13h25 – Far From Alaska
14h20 às 15h20 - Rudimental
16h30 às 17h30 – The Kooks
18h55 às 20h10 – Calvin Harris


Palco Axe
12h às 12h30 – Dr. Pheabes
13h às 14h - Mombojó
14h30 às 15h30 – O Terno
16h às 17h – Three Days Grace
17h30 às 18h30 – Pitty
19h às 20h – Young The Giant
20h30 às 22h - The Smashing Pumpkins


Palco Perry
12h15 às 13h – Chemical Surf
13h15 às 14h – Fatnotronic
14h15 às 15h - Victor Ruiz AV Any Mello
15h15 às 16h15 – Big Gigantic
16h30 às 17h30 - Carnage
17h45 às 18h45 – The Chainsmokers
19h15 às 20h15 – Childish Gambino
20h45 às 22h - Steve Aoki

Notas

AME

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