26 JUN 2019 | ATUALIZADO 22:46
NACIONAL

Antes mesmo da publicação, governo fará campanha para explicar decreto das armas

A estratégia de comunicação usará televisão, rádio, mídia impressa e outdoor, mas vai priorizar as redes sociais. A campanha já foi encomendada pela Secretaria de Comunicação a cinco agências de publicidade que prestam serviço ao Planalto
AGÊNCIA O GLOBO
12/01/2019 09:37
Atualizado
12/01/2019 09:50
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Antes mesmo da publicação, governo fará campanha para explicar armas
O Planalto quer evitar que o ato do presidente seja entendido por parte da população como um “risco de aumento da violência"
Agência O Globo

Antes mesmo da publicação do decreto que vai flexibilizar o Estatuto do Desarmamento, o governo Jair Bolsonaro já prepara umacampanha publicitária para explicar à população as novas regras para obter a posse de armasno Brasil. O Planalto quer evitar que o ato do presidente seja entendido por parte da população como um “risco de aumento da violência".

A estratégia de comunicação usará televisão, rádio, mídia impressa e outdoor, mas vai priorizar as redes sociais. A campanha já foi encomendada pela Secretaria de Comunicação a cinco agências de publicidade que prestam serviço ao Planalto.

De acordo com informações do Planalto, a ideia é que a campanha tenha o tom de utilidade pública para explicar detalhes do decreto, previsto para ser assinado por Bolsonaro no início da próxima semana.

Para o governo, é fundamental que o ato do presidente não leve “medo à população” ou seja atrelado à possibilidade de aumento de violência. Para isso, a estratégia de comunicação vai reforçar o discurso de Bolsonaro ao longo de toda a campanha que a arma é “apenas uma segurança pessoal”.

Outro pedido da Secretaria de Comunicação é que as peças publicitárias diferenciem a posse, o direito da pessoa ter a arma em casa, do porte, que permite que o cidadão ande armado. Além de especificar os direitos e os deveres daqueles que obtiverem o porte.

O decreto, que ainda passa por ajuste finais, prevê a permissão para que uma pessoa tenha até duas armas. De acordo com as novas regras, para ter uma arma será preciso apenas uma declaração de próprio punho de que a pessoa tenha efetiva necessidade do equipamento.


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