
Os Ministérios Públicos do Rio Grande do Norte (MPRN) e do Ceará (MPCE) oficializaram a posse de novos promotores de Justiça por meio do mecanismo inédito da permuta nacional. A nova modalidade permite a troca de lotação entre membros de unidades estaduais diferentes. O modelo de transferência foi desenvolvido a partir de um estudo do promotor potiguar Marconi Antas Falcone de Melo. Segundo associações de classe, a medida humaniza a carreira ao aproximar os profissionais de suas regiões de origem.
No Rio Grande do Norte, a cerimônia conduzida pelo procurador-geral de Justiça, Glaucio Pinto Garcia, marcou a chegada dos promotores Luiz Dionísio de Melo Júnior e Pedro Gabriel de Medeiros Régis. Ambos assumirão as Promotorias de Justiça na comarca de Pau dos Ferros, no interior do estado. Garcia destacou a estrutura do órgão ao receber os novos membros. “Aqui, eles encontrarão uma instituição moderna, combativa, resolutiva e profundamente comprometida com os anseios sociais”, afirmou o procurador-geral.
Para os promotores empossados no RN, o momento representa um recomeço e o retorno para casa. O promotor Luiz Dionísio celebrou a volta à instituição onde trabalhou como servidor técnico antes de passar 16 anos atuando no Ceará. Já o promotor Pedro Régis enfatizou o compromisso com a população local em seu discurso de posse. “Com a experiência que venho trazendo de outro estado, vou poder fazer o melhor pela população, pelo meu povo potiguar”, declarou Régis.
Simultaneamente, o Ministério Público do Ceará realizou a posse de quatro novos promotores em Fortaleza, sob a liderança do procurador-geral Herbet Santos. Entre os empossados, os potiguares Wilkson Vieira Barbosa Silva e Paulo Roberto Andrade de Freitas deixaram o RN para assumir as comarcas de Assaré e Paracuru, respectivamente. “O Ministério Público se fortalece quando seus membros compartilham conhecimentos, experiências e diferentes formas de enxergar os desafios”, apontou Santos.
A abertura desse intercâmbio interestadual foi elogiada por representantes das categorias. A presidente da Associação Cearense do Ministério Público, Ana Vládia Gadelha, reforçou que o modelo resolve uma antiga dificuldade de conciliar a vida profissional com os laços afetivos. “A possibilidade de movimentação entre os ramos estaduais da instituição prestigia a dignidade humana, fortalece a valorização da carreira e torna o Ministério Público mais moderno”, concluiu.