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MUNDO
AGÊNCIA O GLOBO
31/01/2019 18:10
Atualizado
01/02/2019 14:41

União Europeia não reconhece Guaidó e cria grupo para discutir crise na Venezuela

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Em coletiva depois da reunião dos ministros das Relações Exteriores europeus, ela anunciou também que o Grupo de Contato Internacional, como foi chamado, será composto por países europeus, latino-americanos e pela UE
Imagem 1 -  Federica Mogherini durante uma coletiva de imprensa em Bruxelas no dia 21 de janeiro de 2019
Federica Mogherini durante uma coletiva de imprensa em Bruxelas no dia 21 de janeiro de 2019
JOHN THYS / AFP

Ao fim de uma reunião em Bucareste para discutir a questão da Venezuela, a diplomata chefe da União Europeia, Federica Mogherini, afirmou que a União Europeia vai criar um grupo de contato para lidar com a crise na Venezuela, com o objetivo de levar a eleições livres e democráticas no país. 

Em coletiva depois da reunião dos ministros das Relações Exteriores europeus, ela anunciou também que o Grupo de Contato Internacional, como foi chamado, será composto por países europeus, latino-americanos e pela UE.

Caso não haja progressos, o grupo será encerrado em 90 dias. Ela afirmou que o bloco europeu está preparado para aplicar mais sanções econômicas contra a Venezuela, caso não haja progressos.

— O objetivo, eu quero sublinhar, é claramente não abrir uma mediação formal, não abrir um dialogo formal, mas apoiar uma dinâmica política que o grupo possa então acompanhar e consolidar. — afirmou. — O grupo ajudará a construir confiança e criar as condiçõs que são necessárias para os venezuelanos determinarem o seu próprio futuro por meio da realização de novas eleições, com todas as garantias para um processo eleitoral livre e justo, supervisionado por observadores independentes.

Na coletiva, Mogherini anunciou que, ao contrário de Estados Unidos, Brasil e de mais 14 países das Américas, o bloco de 28 países não reconheceu Juan Guaidó como presidente interino do país sul-americano. O líder opositor se declarou chefe de Estado "encarregado" na semana passada, com o apoio da Assembleia Nacional.

Mogherini alegou que o reconhecimento não é prerrogativa europeia e que depende de cada Estado-membro fazê-lo. O reconhecimento exigiria uma posição consensual sobre o assunto, e o não reconhecimento sugere que há divisão sobre o tema.


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