26 AGO 2019 | ATUALIZADO 00:27
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União Europeia não reconhece Guaidó e cria grupo para discutir crise na Venezuela

Em coletiva depois da reunião dos ministros das Relações Exteriores europeus, ela anunciou também que o Grupo de Contato Internacional, como foi chamado, será composto por países europeus, latino-americanos e pela UE
AGÊNCIA O GLOBO
31/01/2019 18:10
Atualizado
01/02/2019 14:41
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UE não reconhece Guaidó e cria grupo para discutir crise na Venezuela
Federica Mogherini durante uma coletiva de imprensa em Bruxelas no dia 21 de janeiro de 2019
JOHN THYS / AFP

Ao fim de uma reunião em Bucareste para discutir a questão da Venezuela, a diplomata chefe da União Europeia, Federica Mogherini, afirmou que a União Europeia vai criar um grupo de contato para lidar com a crise na Venezuela, com o objetivo de levar a eleições livres e democráticas no país. 

Em coletiva depois da reunião dos ministros das Relações Exteriores europeus, ela anunciou também que o Grupo de Contato Internacional, como foi chamado, será composto por países europeus, latino-americanos e pela UE.

Caso não haja progressos, o grupo será encerrado em 90 dias. Ela afirmou que o bloco europeu está preparado para aplicar mais sanções econômicas contra a Venezuela, caso não haja progressos.

— O objetivo, eu quero sublinhar, é claramente não abrir uma mediação formal, não abrir um dialogo formal, mas apoiar uma dinâmica política que o grupo possa então acompanhar e consolidar. — afirmou. — O grupo ajudará a construir confiança e criar as condiçõs que são necessárias para os venezuelanos determinarem o seu próprio futuro por meio da realização de novas eleições, com todas as garantias para um processo eleitoral livre e justo, supervisionado por observadores independentes.

Na coletiva, Mogherini anunciou que, ao contrário de Estados Unidos, Brasil e de mais 14 países das Américas, o bloco de 28 países não reconheceu Juan Guaidó como presidente interino do país sul-americano. O líder opositor se declarou chefe de Estado "encarregado" na semana passada, com o apoio da Assembleia Nacional.

Mogherini alegou que o reconhecimento não é prerrogativa europeia e que depende de cada Estado-membro fazê-lo. O reconhecimento exigiria uma posição consensual sobre o assunto, e o não reconhecimento sugere que há divisão sobre o tema.


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