23 MAR 2019 | ATUALIZADO 09:07
MUNDO

Autor de ataque terrorista a mesquitas deixou manifesto de extrema direita

Ele também afirma que seu objetivo é “criar uma atmosfera de medo” e “incitar a violência” contra imigrantes, dizendo que, para isso, sua estratégia é se valer da cobertura midiática do ataque para propagar as suas ideias
AGÊNCIA O GLOBO
15/03/2019 15:30
Atualizado
15/03/2019 15:30
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Autor de ataque terrorista a mesquitas deixou manifesto de extrema direita
Pouco antes do ataque terrorista que deixou ao menos 49 mortos em mesquitas em Christchurch, na Nova Zelândia, um dos atiradores, um australiano de 28 anos, publicou fotos de munição e um link para o que ele definiu como um manifesto para as suas ações, em uma conta já deletada em uma rede social
Martin Hunter / REUTERS

Pouco antes do ataque terrorista que deixou ao menos 49 mortos em mesquitas em Christchurch, na Nova Zelândia, um dos atiradores, um australiano de 28 anos, publicou fotos de munição e um link para o que ele definiu como um manifesto para as suas ações, em uma conta já deletada em uma rede social.

No documento de 74 páginas, Brenton Tarrant desenvolve ideias preconceituosas contra muçulmanos, defende uma identidade branca e oferece informações autobiográficas. Ele também afirma que seu objetivo é “criar uma atmosfera de medo” e “incitar a violência” contra imigrantes, dizendo que, para isso, sua estratégia é se valer da cobertura midiática do ataque para propagar as suas ideias.

"Eu sou apenas um homem branco normal de 28 anos. Nasci na Austrália, em uma família de poucos recursos. Meus pais são descendentes de escoceses, irlandeses e ingleses”, ele começa, no documento chamado “A grande substituição”, nome de um livro do escritor francês de extrema direita Renaud Camus, que diz que populações europeias tradicionais estão sendo substituídas por imigrantes.

O atirador afirma que realizou o ataque "para se vingar da escravidão de milhares de europeus tirados de suas terras por escravocratas islâmicos" e se vingar "pelas centenas de milhares de mortes provocadas por invasores contra europeus ao longo da história".

Autoridades da Nova Zelândia ainda não confirmaram que o autor do manifesto é um dos quatro presos no caso. O primeiro-ministro da Austrália Scott Morrison disse que um “terrorista de direita” de seu país está sob custódia. Sua conta em uma rede social foi usada para transmitir ao vivo o ataque por vídeo.


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