23 ABR 2019 | ATUALIZADO 23:37
MUNDO

Mais de 20 países da Liga Árabe sinalizam boicote aos produtos brasileiros

Em 2017, a balança comercial com os 22 países que formam a Liga Árabe teve superávit de US$ 7,1 bilhões para o Brasil. Jerusalém não é reconhecida internacionalmente como a capital israelense
DA REDAÇÃO
01/04/2019 17:49
Atualizado
01/04/2019 17:50
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Mais de 20 países da Liga Árabe  sinalizam boicote aos produtos brasileiros
Após o anúncio do escritório em Jerusalém, embaixadores de países árabes no Brasil pediram formalmente um reunião com o presidente Jair Bolsonaro e com o chanceler Ernesto Araújo quando a comitiva brasileira voltar da visita à Israel
Reprodução

Após o anúncio do escritório em Jerusalém, embaixadores de países árabes no Brasil pediram formalmente um reunião com o presidente Jair Bolsonaro e com o chanceler Ernesto Araújo quando a comitiva brasileira voltar da visita à Israel. O embaixador palestino Ibrahim Alzeben foi convocado pela Autoridade Palestina depois de cisão do governo brasileiro.

Nesta segunda-feira (1º), Bolsonaro ao comentar a reação de palestinos sobre a decisão do governo de abrir um escritório comercial do Brasil em Jerusalém. "É direito deles reclamar", disse Bolsonaro após ser questionado sobre o tema por jornalistas que acompanham a viagem do presidente a Israel. "A gente não quer ofender ninguém. Agora, queremos que respeitem a nossa autonomia", completou.

O gesto desagradaria palestinos, que reivindicam Jerusalém Oriental como capital do Estado que pretendem constituir. Israel, por outro lado, considera Jerusalém a "capital eterna e indivisível" do país.

Em 2017, a balança comercial com os 22 países que formam a Liga Árabe teve superávit de US$ 7,1 bilhões para o Brasil.

Jerusalém não é reconhecida internacionalmente como a capital israelense. No entanto, Estados Unidos e Guatemala transferiram, no ano passado, suas respectivas representações diplomáticas, que antes ficavam em Tel Aviv, para a cidade.

Ele foi questionado nesta segunda se definiria a mudança da embaixada até o fim de seu mandato. "Bem antes disso será dada a decisão, pode ter certeza", respondeu.

"Tem o compromisso, mas meu mandato vai até 2022.E tem que fazer as coisas devagar, com calma, sem problema. Estou tendo contato com o público também de outras nações e o que eu quero é que seja respeitada a autonomia de Israel, obviamente", completou o presidente.


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