23 ABR 2019 | ATUALIZADO 23:37
POLÍTICA

Maia diz que Previdência atrasará 'mais que o necessário' e bolsa cai

A declaração de Maia, somada à de Paulo Guedes, também nesta manhã, em outro evento de Nova York azedou o humo do "mercado" (bancos e rentistas). Ao ser confrontado sobre o fato de o presidente Jair Bolsonaro usar o perfil no Twitter com intensidade, mas dar pouco destaque à Previdência em suas publicações, Guedes respondeu: "O presidente votou contra a reforma muitas vezes"
DA REDAÇÃO
11/04/2019 16:25
Atualizado
11/04/2019 16:25
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Maia diz que Previdência atrasará 'mais que o necessário' e bolsa cai
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quinta-feira (11) em evento com investidores em Nova York que, a tramitação do projeto de liquidação da Previdência Social "atrasará um pouco mais que necessário" e que ""falta o governo organizar o diálogo com o Parlamento"
Divulgação

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quinta-feira (11) em evento com investidores em Nova York que, a tramitação do projeto de liquidação da Previdência Social "atrasará um pouco mais que necessário" e que ""falta o governo organizar o diálogo com o Parlamento". Foi o suficiente para derrubar o Ibovespa, que chegou a cair 1,86% às 12h52 - às 15h30, o índice da Bolsa caía 1,55%.

A declaração de Maia, somada à de Paulo Guedes, também nesta manhã, em outro evento de Nova York azedou o humo do "mercado" (bancos e rentistas). Ao ser confrontado sobre o fato de o presidente Jair Bolsonaro usar o perfil no Twitter com intensidade, mas dar pouco destaque à Previdência em suas publicações, Guedes respondeu: "O presidente votou contra a reforma muitas vezes". E acrescentou: "É de coração? Ele está apaixonado pela reforma? Claro que não", afirmou o ministro da Economia no Brookings Institute, um think tank em Washington. Guedes chegou ontem à noite à capital americana para encontros de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Um estudo da Fundação Perseu Abramo divulgado nesta terça (9) em 2.077 municípios brasileiros indica que em 1.946 deles (ou 93,7%) os valores recebidos via benefícios previdenciários superavam os repasses realizados pelo Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Maior parte do dinheiro que circula nessas cidades vem das aposentadorias pagas aos idosos, aos trabalhadores rurais, aos carentes e pessoas com deficiência via BPC, o que indica o tamanho do desastre econômico que pode sobrevir se o projeto do governo for aprovado.


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