20 NOV 2019 | ATUALIZADO 18:31
MOSSORÓ

Escolas e universidade juntas no combate à desinformação

Projeto de combate às fake news envolvendo escolas da rede pública de ensino e a UERN foi lançado na semana passada, e pretende levar informação e conhecimento aos jovens
Rachel Amorim e Erika Milleny - Hiperlab/MOSSORÓ HOJE
21/04/2019 11:06
Atualizado
21/04/2019 11:38
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Projeto de combate às fake news envolvendo escolas da rede pública de ensino e a UERN foi lançado na semana passada, e pretende levar informação e conhecimento aos jovens
Leo Matoso/Thifany Alves/ Lu Nascimento

Em meio à proliferação de “notícias falsas” nas redes sociais e ao crescimento da “indústria da mentira”, lutar contra a desinformação tornou-se ação fundamental para a garantia de uma sociedade bem informada. Foi com este proposta que uma professora da rede estadual de ensino e um professor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) se juntaram na criação de um projeto escolar focado no esclarecimento dos alunos sobre os perigos e as formas de combate às fake news no ambiente escolar.

O projeto “É fake? Tô fora!” foi lançado na quarta-feira passada, no auditório do Sesc Mossoró. Encabeçada pela professor Stella Sâmia, com apoio do jornalista e professor Esdras Marchezan, a ideia tornou-se possível através da parceria entre as duas escolas envolvidas inicialmente no projeto (Escola Estadual Dr. Lavoisier Maia e Escola Estadual Conego Estevam Dantas) e a UERN, através do Laboratório de Narrativas Hipermídia (HiperLAB UERN). O projeto vai promover oito encontros com alunos do 9º ano das escolas citadas, com palestras, oficinas e todas de conversa discutindo a questão do combate às fake news e formas de reconhecê-las.

“Esse projeto é extremamente importante, porque com ele nós pretendemos formar um leitor crítico e também um leitor midiático capaz de identificar [as notícias falsas] e além de identificar, que ele tenha a consciência de não propagar essas notícias”, conta a professora Stella Sâmia. Ela explica que a ideia da ação surgiu de sua vivência escolar, e foi ampliada durante sua pesquisa de mestrado, no Mestrado Profissional em Letras (PROFLETRAS) da UERN. “Percebi o quanto esse tipo de texto fazia parte do cotidiano dos alunos e o quanto eles eram influenciados por essas Fake News. A gente chegou à conclusão de que esse seria um problema que nós teríamos que intervir na sala de aula e tentar resolver”, completa.

A primeira fase do “É Fake? Tô fora!” começou com uma palestra da professora Stella Samia para mais de 50 estudantes das duas escolas, numa iniciação sobre o assunto. O lançamento contou também com a participação de representantes do Conselho Escolar, do grupo de teatro “O Grito”, do SESC, e a equipe do HiperLAB UERN, que será responsável pelo apoio na formação dos estudantes.

Após a palestra, os alunos entenderam melhor a gravidade que as Fake News podem ter e porque devemos combatê-las. Leandro, de 15 anos, já tinha alguma noção, porém diz que a palestra aprofundou seus conhecimentos sobre o tema. Ele ainda acrescenta que “é muito importante para nos incentivar a não fazer essa tal de fake news”.

Os professores logo vão dar início às próximas fases do projeto. “Nós queremos criar uma rede escolar de checadores. Essa rede vai receber as notícias de qualquer indivíduo da comunidade escolar, que poderão enviar essas notícias e a rede vai checar se é verídico ou se é falso”, conta Stella. Os planos para o projeto são ambiciosos, uma vez que ele pode tornar-se modelo para outras cidades e regiões.

Os estudantes do curso de Jornalismo que integram o Laboratório de Narrativas Hipermídia (HiperLAB UERN) vão atuar na monitoria das palestras e oficinas, no contato direto com os alunos das escolas. O “É fake? Tô fora!” é apenas uma das ações do laboratório, que nasce com o objetivo de estimular a experimentação e produção jornalística hipermídia, assim como ampliar discussões relevantes no campo do jornalismo. Entre os principais subprojetos do HiperLAB UERN estão a Agência HiperLAB, que produz reportagens para distribuição gratuita a veículos de comunicação parceiros, e o Árido Movie VR, que tem como foco a produção de narrativas jornalísticas para óculos de realidade virtual sobre temas relacionados ao semiárido brasileiro.

A parceria da universidade com as escolas é uma forma de ampliar a conexão entre o mundo acadêmico e a sociedade. “A universidade não pode ficar fechada nos seus muros. Ela tem de voltar pra comunidade com resultados de todo o trabalho que ela realiza, seja através do ensino, pesquisa ou extensão. A UERN já faz muito isso, e poder ampliar este tipo de ação é sempre muito bom. É quando a universidade, abraçada com a escola pública, por exemplo, cumpre seu papel social”, frisa o professor Esdras Marchezan, do curso de Jornalismo da UERN e coordenador do HiperLAB.

A Agência HiperLAB é uma ação do Laboratório de Narrativas Hipermídia (HiperLAB), projeto de extensão do curso de Jornalismo da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), coordenado pelo Prof. Ms. Esdras Marchezan   

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