19 MAI 2019 | ATUALIZADO 09:00
ECONOMIA

PIB do Brasil pode estar encolhendo no governo Bolsonaro, diz Banco Central

"Os indicadores disponíveis sugerem probabilidade relevante de que o Produto Interno Bruto (PIB) tenha recuado ligeiramente no primeiro trimestre do ano, na comparação com o trimestre anterior, após considerados os padrões sazonais", afirma o texto da ata
DA REDAÇÃO
14/05/2019 19:12
Atualizado
14/05/2019 19:13
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PIB do Brasil pode estar encolhendo no governo Bolsonaro, diz BC
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Divulgada nesta terça-feira (14), ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) aponta que o Banco Central acredita que há probabilidade "relevante" que 1º trimestre de 2019 tenha tido recessão.

"Os indicadores disponíveis sugerem probabilidade relevante de que o Produto Interno Bruto (PIB) tenha recuado ligeiramente no primeiro trimestre do ano, na comparação com o trimestre anterior, após considerados os padrões sazonais", afirma o texto da ata.

A reunião do Copom decidiu manter a taxa básica de juros em 6,5% e avaliou que as projeções do PIB, de acordo com o relatório Focus, mostram também que a economia diminuiu o ritmo de crescimento esperado para 2019.

A avaliação confirma previsões corrigidas para baixo por bancos nas últimas semanas. O governo também anunciou nesta terça-feira (14) que irá reduzir sua previsão de crescimento do PIB em 2019 para uma taxa entre 1,5% e 2%, Com isso, o governo apresentará um novo corte no Orçamento, que pode ser de até R$ 10 bilhões.

A ata do Copom afirma ainda que a economia brasileira sofreu choques em 2018 dos quais ainda não se recuperou. O texto aponta que "incertezas afetam decisões de investimento" por falta de "maior previsibilidade em relação ao futuro".

O Copom também enfatizou que a "frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira" pode fazer com a que inflação suba, colocando em risco a política monetária. Da mesma forma, o texto afirma que a inflação pode sofrer influência de um cenário externo de deterioração para economias emergentes.

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