19 MAI 2019 | ATUALIZADO 09:00
ECONOMIA

Taxa de subutilização de trabalhadores em 13 estados é a maior dos últimos anos

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (16), pelo IBGE, e fazem referência ao primeiro trimestre de 2019, em comparação com a série histórica, iniciada em 2012.
DA REDAÇÃ, COM INFORMAÇÕES DO IBGE
16/05/2019 11:17
Atualizado
16/05/2019 11:17
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Taxa de subutilização de trabalhadores em 13 estados é a maior dos últimos anos
As maiores taxas foram observadas no Piauí, Maranhão, Acre, Paraíba, Ceará e Amazonas.
FOTO: MARCELLO CASAL/AGÊNCIA BRASIL

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta quinta-feira (16), os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, referentes ao primeiro trimestre de 2019.

Segundo o instituto, a taxa de subutilização no período analisado foi a maior dos últimos anos da série histórica (iniciada em 2012) em 13 das 27 unidades da Federação.

A referida taxa cobre a população que está desempregada, que trabalha menos do que poderia e que estava disponível para trabalhar, mas não conseguiu procurar emprego.

As maiores taxas foram observadas no Piauí (41,6%), Maranhão (41,1%), Acre (35%), na Paraíba (34,3%), no Ceará (31,9%) e Amazonas (29,2%). A taxa média de subutilização no país foi de 25%, também a maior da série histórica.

Os maiores contingentes de desalentados (aqueles que desistiram de procurar emprego) no primeiro trimestre deste ano foram registrados na Bahia (768 mil pessoas) e no Maranhão (561 mil). Os menores foram observados em Roraima (8 mil) e no Amapá (15 mil).

Já os maiores percentuais de trabalhadores com carteira assinada estavam em Santa Catarina (88,1%), no Rio Grande do Sul (83,2%) e Rio de Janeiro (81,8%) e os menores, no Maranhão (50,3%), Piauí (52,5%) e Pará (53,0%).

As maiores proporções de trabalhadores sem carteira foram observadas no Maranhão (49,5%), Piauí (47,8%) e Pará (46,4%), e as menores, em Santa Catarina (13,2%), no Rio Grande do Sul (18,0%) e Rio de Janeiro (18,4%).

Em relação ao tempo de procura de emprego no Brasil, 45,4% dos desocupados estavam de um mês a menos de um ano em busca de trabalho; 24,8%, há dois anos ou mais, 15,7%, há menos de um mês e 14,1% de um ano a menos de dois anos.

DESEMPREGO

Quanto a taxa de desemprego, os dados do IBGE mostram que houve um crescimento em 14 das 27 unidades da Federação no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o último trimestre de 2018.

Contudo, na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, apenas quatro unidades da Federação tiveram aumento da taxa de desemprego.

Na passagem do último trimestre de 2018 para o primeiro trimestre deste ano, as maiores altas da taxa de desemprego foram observadas no Acre (de 13,1% para 18%), Goiás (de 8,2% para 10,7%) e Mato Grosso do Sul (de 7% para 9,5%).

Na comparação com o primeiro trimestre de 2018, os estados que registraram alta na taxa foram Roraima (de 10,3% para 15%), Acre (de 14,4% para 18%), Amazonas (de 13,9% para 14,9%) e Santa Catarina (de 6,5% para 7,2%).

Já os estados que tiveram queda na taxa, nesse tipo de comparação, foram Pernambuco (de 17,7% para 16,1%), Minas Gerais (de 12,6% para 11,2%) e Ceará (de 12,8% para 11,4%).


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