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NACIONAL
AGÊNCIA O GLOBO
16/05/2019 18:59
Atualizado
16/05/2019 19:00

Contingenciamento nas universidades chega a até 54%, diz Andifes

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Além da UFSB, as universidades mais prejudicadas foram a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), localizada no mesmo estado, e a Universidade Federal do Cariri (UFCA), no Ceará, com bloqueios de respectivamente 52,04%, 48,62% e 46,91%
Imagem 1 -  Dados levantados pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições de Federais de Ensino Superior (Andifes) mostram que o contingenciamento de 30% do orçamento discricionário (não obrigatório) não se deu de forma igual entre as várias universidades federais
Dados levantados pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições de Federais de Ensino Superior (Andifes) mostram que o contingenciamento de 30% do orçamento discricionário (não obrigatório) não se deu de forma igual entre as várias universidades federais
Fotoarena / Agência O Globo

Dados levantados pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições de Federais de Ensino Superior (Andifes) mostram que o contingenciamento de 30% do orçamento discricionário (não obrigatório) não se deu de forma igual entre as várias universidades federais. A Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), foi a que mais sofreu bloqueios: 53,96% do total. Já a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), foi a mais preservada, perdendo 15,82% dos recursos.

Na média geral, o contingenciamento foi de 29,74%, ou R$ 2,08 bilhões de R$ 6,99 bilhões. Além da UFSB, as universidades mais prejudicadas foram a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), localizada no mesmo estado, e a Universidade Federal do Cariri (UFCA), no Ceará, com bloqueios de respectivamente 52,04%, 48,62% e 46,91%.

O "Painel dos Cortes" da Andifes detalha tanto o contingenciamento do orçamento discricionáro de custeio (dinheiro usado para o pagamento das contas de luz e segurança, por exemplo) como de investimentos (para reformas, por exemplo).

No orçamento de custeio, de R$ 6,25 bilhões, houve contingenciamento de R$ 1,68 bilhão, o equivalente a 26,91%. As universidades mais prejudicadas foram a UFMS (43,73%), a Universidade Federal de Catalão (UFCAT), em Goiás (40,35%), e a UFCA (38,29%).

O presidente da Andifes, Reinaldo Centoducatte, demonstrou preocupação com esses cortes. Segundo ele, os maiores gastos da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), da qual é reitor, são energia elétrica e vigilância.

— Depois vem limpeza, outras coisas. Qual você vai cortar para cumprir um corte de 30%? Um corte de 30% na minha universidade é de R$ 29 milhões. A conta de energia é de R$ 13 milhões. A de segurança é de R$ 14 milhões. Vai cortar tudo? Não vai ter vigilância nem energia elétrica? Não vai dar certo — disse Centoducatte.

Nos investimentos, o contingenciamento foi proporcionalmente maior. De R$ 734 milhões, R$ 395 milhões foram bloqueados, ou seja, 53,83% do total. As mais prejudicadas foram a Universidade Federal do Tocantins (UFT) (91,43%), a UFMS (88,13%), a UFSB (84,84%), a UFGD (84,71%), e a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) (84,41%).


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