03 ABR 2020 | ATUALIZADO 19:01
SAÚDE
COM INFORMAÇÕES DO G1/RN
14/01/2020 15:34
Atualizado
14/01/2020 16:51

Doses da vacina pentavalente enviada ao RN não supre demanda, diz Sesap

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O Ministério da Saúde enviou 16 mil doses da vacina. Elas começaram a ser distribuídas para os municípios e estarão disponíveis a partir da próxima semana. Contudo, Alessandra Lucchesi, subcoordenadora de Vigilância Epidemiológica da Sesap, afirmou que o lote não é suficiente para suprir a demanda de imunização no Rio Grande do Norte.
Imagem 1 -  O Ministério da Saúde enviou 16 mil doses da vacina. Elas começaram a ser distribuídas para os municípios e estarão disponíveis a partir da próxima semana. Contudo, Alessandra Lucchesi, subcoordenadora de Vigilância Epidemiológica da Sesap, afirmou que o lote não é suficiente para suprir a demanda de imunização no Rio Grande do Norte.
O Ministério da Saúde enviou 16 mil doses da vacina. Elas começaram a ser distribuídas para os municípios e estarão disponíveis a partir da próxima semana. Contudo, Alessandra Lucchesi, subcoordenadora de Vigilância Epidemiológica da Sesap, afirmou que o lote não é suficiente para suprir a demanda de imunização no Rio Grande do Norte.
FOTO: REPRODUÇÃO

O Rio Grande do Norte recebeu 16 mil doses da vacina pentavalente nesta segunda-feira (13) de acordo com Alessandra Lucchesi, subcoordenadora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) do RN.

Segundo Alessandra, as doses que começaram a ser distribuídas para os municípios e estarão disponíveis a partir da próxima semana, não suprem a demanda reprimida do estado.

De acordo com a subcoordenadora, a vacina pentavalente imuniza contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e também contra a Influenza B. Alessandra disse que o estado só não foi mais afetado pelo controle de estoque.

"O Ministério da Saúde começou com o desabastecimento. Mas o RN só veio sentir a falta em agosto, devido ao controle de estoque", explicou.

Em entrevista, Alessandra afirmou que o lote de 16 mil doses não são suficientes para suprir a demanda de imunização no Rio Grande do Norte.

"O recebimento dessas doses não supre toda a demanda reprimida no estado. Em contrapartida, o Ministério da Saúde nos enviou um esquema vacinal alternativo. A gente faz uma inversão no calendário, mas continua garantindo a vacinação e a proteção contra os agentes patogênicos", disse.

Segundo a subcoordenadora, o esquema alternativo será feito com três doses das vacinas DTP, que imuniza contra difteria, tétano e coqueluche, e de hepatite B para crianças aos 2, 4 e 6 meses; o reforço com a pentavalente será feito aos 15 meses e aos quatro anos de idade.

De acordo com informações da Subcoordenadora, no esquema tradicional, são três doses da vacina pentavalente aos 2, 4 e 6 meses e o reforço com a DTP aos 15 meses e 4 anos de idade.

Ainda de acordo com a subcoordenadora de Vigilância Epidemiológica, o estado chegou a receber doses da pentavalente em novembro. "Chegamos a receber 6 mil doses, o que não deu conta, já que o estado consome 12 mil doses por mês", relatou.

A orientação para os pais é de que procurem as unidades de saúde a partir da próxima semana. Se realmente quiserem a busca pela pentavalente.

"Todas as unidades do estado já possuem a vacina DTP (tríplice bacteriana), e a hepatite B que estão sendo utilizadas como alternativa. Então as crianças não vão deixar de ser vacinadas", observou a subcoordenadora.

SUSPENSÃO

O governo federal entregou aos estados 1,7 milhão de doses de vacina pentavalente, que estava em falta em várias regiões do Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, os estados são responsáveis por distribuir aos municípios.

Em julho de 2019, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a importação, a distribuição e o uso da vacina pentavalente líquida produzida pela empresa indiana "Biologicals E. Limited".

Desde maio, foram três interdições da mesma vacina. Cinco lotes foram proibidos de circular devido a "resultados insatisfatórios no ensaio de aspecto", ou seja, problemas na análise feita pelo órgão regulador que verifica cor, odor e características da embalagem de um produto. Ele identifica qualquer tipo de alteração na textura ou a presença de partículas, por exemplo.


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