17 FEV 2020 | ATUALIZADO 18:28
POLÍCIA

VÍDEO mostra homem tentando matar jovem que o recusou em São Miguel

Jovem Leonara Moura, de 20 anos, teve a vida salva por Jordão de Lima Moreno, filho dos donos da padaria que a vítima trabalha. Preso, o delegado entendeu que foi tentativa de lesão corporal e não tentativa de feminicídio e soltou acusado mediante pagamento de fiança de R$ 500,00; "Estou correndo risco", lamenta a vítima
22/01/2020 20:49
Atualizado
23/01/2020 18:41
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A universitária Leonara Victor de Moura, de 20 anos, teve a vida salva pelo jovem Jordão de Lima Moreno, às 21 horas de segunda-feira, dia 20, quando saía do trabalho, na Padaria Modelo, no Centro da cidade de São Miguel, no Alto oeste do RN.

Para entender a história primeiro é preciso voltar mais ou menos 3 anos no tempo. Leonara trabalha como atendente na Padaria Modelo de São Miguel. Atende a todos muito bem. É elogiada pelos amigos e patrões pela forma educada como se dirige as pessoas.

Só que Manoel Fernandes da Silva, o Manoel de Zé de Quina, não entende assim. Frequentador assíduo da padaria, para tomar café, botou na cabeça que a jovem deveria ter um relacionamento com ele. Leonara Moura contou, que ao perceber, se afastou na hora.

“Eu trabalho na Padaria há 3 anos. Eu conheço ele desde então. Eu atendo a todos bem. Sempre trato todos com respeito e educação, que meus pais me ensinaram. Ele entendeu errado. Ele criou uma paixão platônica por mim. Dizia que me amava”, narra Leonara.

“De uns tempos para cá ele passou a me chamar de linda, que me amava, e sempre eu o ignorando e me afastando. Quando ele chegava lá (padaria), minha patroa mandava eu entrar e foi seguindo”, acrescenta Leonara, que pediu proteção a Polícia Militar.

Quando soube que Leonara Moura havia pedido ajuda a Polícia para afastá-lo da vida dela, Manoel Zé de Quina se armou de faca e arquitetou matá-la na saída do trabalho. Como se pode conferir no vídeo, por muito pouco ele não conseguiu tirar a vida da universitária.


Quem a salvou, de forma heroica, foi Jordão de Lima Moreno, filho dos proprietários da Padaria. Quando Manoel de Zé de Quina avançou na direção de Leonara, na entrada da padaria, ela se desviou da primeira facada e tentou correr no sentido contrário. Caiu.

Manoel de Zé de Quina partiu na direção da vítima para matá-la. Foi quando entrou em cena Jordão Moreno. Com uma sacola contendo alguns objetos, Jordão acertou Zé de Quina no momento que ela ia matar Leonara Moura, quando esta já estava ao solo.

Golpeado com a sacola, Manoel de Zé de Quina perdeu o equilíbrio e também caiu. Jordão e Leonara correram e pediram ajuda da Polícia, que conseguiu prender Manoel de Zé de Quina, que, aparentemente, não tem as faculdades mentais normais.

Apesar dos apelos da família de Leonara Moura, a Polícia arbitrou fiança de 500,00 e liberou Manoel de Zé de Quina. Neste caso, o delegado entendeu que neste caso não foi tentativa de feminicídio e sim tentativa de lesão corporal. “Só que ele claramente tentou me matar”, diz Leonara.

Também foram adotadas medidas protetivas na Justiça, proibindo-o de se aproximar da vítima. Entretanto, Leonara, amigos e familiares temem que Manoel de Zé de Quina volte a atacá-la. Pediu que tornasse o caso público para que providências sejam adotadas com urgência.

Leonara Moura narra que a família de Manoel de Zé de Quina alega que ele toma remédio controlado e no dia não havia tomado. “Mas não é isto. Você observe que ele soube armar uma estratégia para me pegar e me matar na saída no trabalho. Loucos não fazem isto,” diz.

“Eu estou correndo risco”, finaliza Leonara Moura.

Notas

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