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SAÚDE
Da redação
15/09/2015 14:57
Atualizado
13/12/2018 23:18

Plantas impedem descida normal de água do Rio Piranhas-Açu

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Entidades se reuniram nesta terça-feira (15) para discutir a realização de um mutirão para limpeza no Rio
Imagem 1 -  Plantas impedem descida normal de água do Rio Piranhas-Açu
Cedida/ Adese Seridó

Durante reunião nesta terça-feira (15), diversas entidades discutiram a realização de um mutirão para limpeza das plantas aquáticas que vem obstruindo a descida normal das águas do Rio Piancó/Piranhas/Açu, até a captação da CAERN em Jardim de Piranhas.

O encontro aconteceu na sede do Comitê da Bacia e contou com representantes dos Ministérios Público Federal e Estadual, prefeituras de Caicó, Jardim de Piranhas, São Fernando e Timbaúba dos Batistas, 1º Batalhão de Engenharia e Construção, ADESE e Polícias Militar e Ambiental.

Para o Procurador da República, Dr. Bruno Lamenha na reunião ficou clara a omissão dos órgãos que deveriam ao longo dos anos cuidar do referido Rio, e da aplicação de medidas emergenciais para facilitar o transcurso normal das águas pelo Rio.

“Nós fomos à calha do Rio e a situação é muito grave. O Ministério Público não é um órgão técnico, mas o Comitê coloca essa limpeza como medida necessária. Vamos fazer gestão junto a Agência Nacional das Águas para ver a viabilidade técnica de se realizar um pulso, com 5 m3/segundos durante 10 horas pra tentar dar uma vazão maior, mas precisamos consultar a ANA que é o órgão responsável pela gestão da água do Rio”, explicou.

Genilson Maia, prefeito de São Fernando entende que as prefeituras devem dar sua contribuição a limpeza do Rio, porém dentro das limitações financeiras enfrentadas pelos municípios.

“O Governo Federal sai pra fora do problema, e deixa nas mãos dos municípios que estão sem dinheiro. A população que necessita da água está pagando pelo fato de não ter, cobrando dos prefeitos, e não temos muito o que fazer em razão da limitação de recursos que dispomos, em razão da omissão dos órgãos federais e estaduais, e precisamos cobrar efetivamente a responsabilidade de quem tem”, explica Genilson.

Dentre as principais deliberações da reunião, de acordo com José Procópio de Lucena, presidente do CBH, uma delas será o contato feito pela Agência Nacional das Águas com o Exército Brasileiro para que o 1º BEC, sediado em Caicó possa ajudar recursos humanos na limpeza do Rio; que as prefeituras possam doar suas máquinas e que as entidades ajudem no processo de mobilização social.

“A limpeza do Rio será preliminar. Ela não vai fazer remoção de areia, porque precisaria de licença ambiental. O que vai ser feito é uma limpeza apenas de plantas aquáticas, que nasce dentro das águas do Rio e vai segurança a agua, criando poços, evitando que essa água corra mais livremente. Dependendo da quantidade de pessoas, acho que em três dias concluiríamos essa limpeza”, finalizou.

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