04 JUN 2020 | ATUALIZADO 19:07
ECONOMIA
19/05/2020 16:37
Atualizado
19/05/2020 16:38

Desemprego aumenta em 12 estados brasileiros no primeiro trimestre de 2020

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Taxa entre os jovens de 18 a 24 anos é preocupante. De acordo com os índices, mulheres e indivíduos autodeclarados pretos ou pardos representam a maioria dos desempregados.
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FOTO: REPRODUÇÃO

O número de desempregados já passa dos 12 milhões no primeiro trimestre de 2020, segundo dados do  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que mostram, ainda, um aumento de 27,1% na taxa  de desemprego entre os jovens brasileiros de 18 a 24 anos.

De acordo com os índices, mulheres e indivíduos autodeclarados pretos ou pardos representam a maioria. Um dos fatores que explicam esse  cenário é a dispensa de trabalhadores temporários contratados no final de 2019 e demitidos por conta da  pandemia. 

A falta de emprego traz, como uma das consequências, a falta de condições para levar adiante cursos de  graduação e de qualificação profissional. A baiana Adriana Sacramento, 24, está sem trabalhar desde  julho de 2019. Sua última ocupação foi como operadora de telemarketing.

Durante o período sem  trabalho, ela tentou fazer outras atividades para se profissionalizar, mas não concluiu por falta de  condições financeiras.

“Entrei em alguns cursos, faculdade, mas ainda não concluí nada. A falta de  emprego fez com que eu desistisse. Sem emprego não tem dinheiro, fica complicado”, explica. 

Sem emprego e retenção do PIB mundial, a economista Izabella Maria da Silva Viana. Mestre em  Economia e Doutoranda em Estatística, Izabella alerta que, de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), o impacto da Covid-19 fará com que o mundo passe por experiência semelhante à  Grande Depressão de 1929. 

A economista explica que a alta do desemprego entre os jovens pode ser ainda mais danosa, causando  prejuízos que podem durar por muito tempo.

“A curto prazo ocorre o aumento das solicitações em seguro- desemprego. A longo prazo há perda de qualificação, redução da renda futura e consequentemente da  produtividade. Neste cenário, haverá o aumento dos custos do Estado, pois será necessário que os recursos sejam elevados para ofertar serviços públicos e benefícios sociais”, conclui Izabella. 

Mapa do desemprego

O IBGE revelou que o desemprego cresceu em 12 estados brasileiros no 1º trimestre de 2020, se  comparado com o 4º trimestre do ano passado. Entre os estados com as taxas mais elevadas, estão: Bahia (18,7%), Amapá (17,2%), Alagoas e Roraima  (16,5%). As menores taxas foram observadas em Santa Catarina (5,7%), Mato Grosso do Sul (7,6%) e Paraná (7,9%). 


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