14 JUL 2020 | ATUALIZADO 14:50
ECONOMIA
ANNA PAULA BRITO
24/06/2020 10:34
Atualizado
24/06/2020 10:34

‘Colecionamos portas fechadas e empregos perdidos’, diz Fecomércio

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Por meio de nota a Federação do Comércio no RN disse ver com preocupação mais um adiamento do início da retomada das atividades econômicas no estado. “Seguiremos aguardando – e cobrando - ações efetivas dos gestores públicos que possam viabilizar a retomada, que é urgente”.
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FOTO: THULIO OLIVEIRA

Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio Grande do Norte (Fecomércio/RN) lamentou o adiamento da data para retomada gradual da economia do Estado.

Nesta terça-feira (23) a Governadora Fátima Bezerra informou que estava prorrogando a data para reabertura das atividades econômicas para o próximo dia 1º de julho. A decisão acata recomendação dos Ministérios Públicos no Estado e do Comitê Científico de combate a Covid-19.

Este é o segundo adiamento. Inicialmente as atividades seriam gradualmente retomadas no dia 17 de junho, depois a data foi adiada para esta quarta-feira (24) e novamente adiada na data de ontem, visto que o RN ainda não atingiu as metas sanitária necessárias para reabertura.

Em nota divulgada à imprensa, a Fecomércio disse que tem contribuído desde o início com suporte à sociedade e apoio aos governos estadual e municipais, mas que seus esforços estão sendo em vão.

Disse, ainda, que espera dos governantes ações efetivas e imediatas para que seja possível a retomada das atividades até a nova data estabelecida.

“Seguiremos aguardando – e cobrando - ações efetivas dos gestores públicos que possam viabilizar a retomada, que é urgente. E, infelizmente, colecionando portas fechadas, empregos perdidos e histórias de desespero e falta de perspectiva”.


VEJA NOTA NA ÍNTEGRA

Nosso lamento, nosso desânimo e nossa preocupação

Mais uma vez assistimos, com imensa preocupação, um adiamento do início efetivo da Retomada Gradual das Atividades Econômicas no Rio Grande do Norte. Infelizmente, não temos autoridade institucional para nenhuma atitude além das que já temos tomado.

Temos contribuído fortemente, desde o início, com todas as ações de suporte à sociedade e, de forma direta e indireta, com os governos municipais e estadual.

No entanto, parece que tudo tem sido em vão. O desânimo é inevitável.

Somos vítimas, como toda a sociedade potiguar, de uma postura que, por anos a fio, manteve nossa estrutura de saúde pública à beira de um colapso. E este colapso chegou com uma força descomunal – embora previsível – agora.

Um cenário que além de colocar em risco a vida de todos os norteriograndenses, tem imposto ao setor produtivo do estado a maior e mais profunda crise de sua história, com consequências nefastas e praticamente imprevisíveis a curto, médio e longo prazos.

A nós, resta lamentar que todo o trabalho que fizemos não tenha sido suficiente. Um trabalho que, além do suporte à sociedade e aos governos, já citados, inclui, ainda um protocolo técnico de retomada e a preparação detalhada de empreendedores e colaboradores para aplicá-lo. Faltaram os governos! Todos, em todas as esferas!

Seguiremos aguardando – e cobrando - ações efetivas dos gestores públicos que possam viabilizar a retomada, que é urgente.

E, infelizmente, colecionando portas fechadas, empregos perdidos e histórias de desespero e falta de perspectiva. Vendo se esvair a dignidade de tantos empreendedores e trabalhadores deste estado, ceifada por um cenário que não fomos nós que criamos e sobre o qual, temos certeza, agimos muito além de nossas forças.

À sociedade, por fim, alertamos: a conta de tudo isso já está chegando.

E ela também não será baixa.


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