08 AGO 2020 | ATUALIZADO 20:10
ECONOMIA
DA REDAÇÃO E COM INFORMAÇÕES DA FOLHA
07/07/2020 10:32
Atualizado
07/07/2020 10:33

Com desemprego em alta, governo segura dinheiro para socorro à empresas

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Segundo levantamento da Folha, dos quase R$ 70 bilhões anunciados para quatro grandes linhas de crédito, apenas R$ 12,1 bilhões foram liberados, o que representa apenas 17% do total. Já com relação ao Pronampe, dos R$ 15,9 bilhões aprovados no congresso, apenas 7,5% foram liberados.
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FOTO: REPRODUÇÃO

Enquanto o desemprego segue em alta no Brasil, provocado pela pandemia do novo coronavírus, o governo segue segurando o valor anunciado para socorrer financeiramente as empresas.

De acordo com um levantamento feitos pela Folha de São Paulo, dos quase R$ 70 bilhões anunciados para quatro grandes linhas de crédito, apenas R$ 12,1 bilhões foram liberados, o que representa apenas 17% do total.

Já com relação ao Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), aprovado pelo congresso no final de abril e sancionado pelo presidente em 19 de maio, dos R$ 15,9 bilhões anunciados, apenas 7,5% foram liberados.

O Ministro Guedes admitiu, em comissão no Congresso, que a área do crédito é a mais problemática do pacote econômico contra os impactos da Covid-19 e que ele e sua equipe têm encontrado dificuldades para liberação do crédito.

“Tenho a maior franqueza em reconhecer que, na parte do crédito [o desempenho] não foi satisfatório até o momento. Nós continuamos aperfeiçoando o nosso programa para o dinheiro chegar à ponta, que era a maior reclamação”, disse.

O Senador Jean Paul Prates questiona a atitude do governo, já que está prestes a completar dois meses da aprovação da programa e as empresas continuam sendo sufocadas pela crise.

De acordo com o senador, o governo está mais preocupado com a agenda de privatizações do que com o povo.

“Enquanto isso, empresas fecham, trabalhadores são demitidos e o desemprego atinge os maiores índices da nossa história. O ministro Paulo Guedes segue falando em “privatizar tudo”, deixando claro que a preocupação do governo não é com o povo, mas com uma agenda econômica ultraliberal, que só irá aprofundar as desigualdades sociais”, diz o senador.


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