08 AGO 2020 | ATUALIZADO 20:10
ESTADO
08/07/2020 17:18
Atualizado
08/07/2020 17:26

“Transformar a crise sanitária em instrumento de disputa política é o pior caminho”

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Com taxa de ocupação de leitos em 100%, o Senador Jean Paul Prates questionou a decisão dos gestores de Mossoró e Natal de seguirem com a reabertura da economia, ignorando o decreto estadual que suspendeu a retomada neste momento. O Senador explica que a responsabilidade do combate à pandemia é uma tarefa compartilhada, não exclusiva do Governo, e que as prefeituras precisam colaborar.
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FOTO: REPRODUÇÃO

O Senador Jean Paul Prate (PT/RN) questionou a decisão dos gestores de Mossoró e Natal de manter a segunda fração da Fase 1 de reabertura das atividade econômicas em seus respectivos municípios.

Diante da decisão do Governo do Estado de frear a reabertura prevista para hoje, devido a alta taxa de ocupação de leitos Covid-19 em todo o Estado, Rosalba Ciarlini e Álvaro Dias preferiram seguir com os decretos municipais e liberar mais estabelecimentos a abrirem nesta quarta-feira (8).

“Não é possível, em sã consciência, falar em reabertura econômica com índices de ocupação de UTIs em 100%. Essa é a realidade de Natal, onde, segundo os dados do RegulaRN, todos os leitos críticos encontram-se ocupados. A realidade é a mesma em Mossoró, onde os dois hospitais que possuem leitos para Covid-19 estão com taxa de ocupação de 100% e 97,06%”, diz o senador.

Ainda de acordo com Jean Paul, a situação segue se agravando, mesmo com a abertura de 415 leitos pelo Governo em todas as regiões do RN.

“A realidade da ocupação de leitos exige dos gestores públicos prudência, como fez a governadora Fátima Bezerra ao suspender a segunda fase da reabertura das atividades econômicas no Estado”.

O Senador explica que a responsabilidade do combate à pandemia é uma tarefa compartilhada, não exclusiva do Governo do Estado e que as prefeituras, principalmente as de Natal e Mossoró, onde a situação é mais crítica, precisam colaborar com a implementação do Decreto Estadual.

“Transformar a crise sanitária em instrumento de disputa política é o pior caminho. Todos nós queremos voltar à “normalidade”, mas não adianta fazer isso sem haver as condições necessárias, sob pena de agravarmos ainda mais a crise. É preciso dialogar, buscar a cooperação e construir consensos para superarmos essa situação” concluiu.


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