22 OUT 2020 | ATUALIZADO 18:53
POLÍTICA
29/09/2020 18:13
Atualizado
29/09/2020 18:23

De bicicleta e sem emprego, Yasmin Dias quer chegar ao executivo de Mossoró

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A jovem poetisa, de 24 anos, vice-candidata a prefeita pelo PSOL, tem uma bicicleta como sua principal forma de locomoção para eventos de campanha. Isso caracteriza a candidatura popular do partido; Yasmin é mais uma entre os 12 milhões de desempregados no Brasil e tem o auxílio emergencial como a sua renda neste período de pandemia.
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FOTO: CEDIDA

A candidatura do PSOL à Prefeitura de Mossoró não realizou campanha de rua nesta segunda-feira e terça-feira pela falta de estrutura. O professor Ronaldo Garcia, candidato a prefeito, teve que viajar a Natal para resolver problemas de saúde. A vice-prefeita Yasmin Dias ficou em Mossoró, mas tinha dificuldade de fazer o deslocamento pelas ruas.

A jovem poetisa, de 24 anos, tem uma bicicleta como sua principal forma de locomoção. Isso caracteriza a candidatura popular do partido.

Yasmin é mais uma entre os 12 milhões de desempregados no Brasil e tem o auxílio emergencial como a sua renda neste período de pandemia.

Anteriormente, realizava vários trabalhos para se manter, sobretudo realizando diárias como garçonete em bares e restaurantes. Ela ainda leciona aula de reforço para algumas crianças. Todos esses setores estão paralisados durante a pandemia.

Além disso, a candidatura a majoritária do PSOL ainda não teve acesso ao Fundo Partidário e tem feito a sua movimentação com voluntários, identificados ideologicamente com os ideias do partido. No grupo, estão jornalistas, professores, artistas e sindicalistas.

Além de desempregada, Yasmin Dias representa outras minorias políticas. Ela é feminista, lésbica, artista periférica, praticante de religião de matriz africana, e tem ascendência cigana, além de cuidar sozinha de seis animais.

Ela revelou a reportagem do Mossoró Hoje que não tinha pretensões nesta campanha, mas os ativistas do coletivo interno do PSOL chamado RUPTURA foram até a sua casa convidá-la, justamente por conta das pautas sociais que ela defende diariamente.

"Eu estava muito mais focada em ir atrás de algum emprego, de tentar ajeitar um pouco a minha vida. Mas as pessoas me convidaram, devido às pautas sociais que defendo, de forma independente. Estou convencida de que só se enfrenta essa ascensão do fascismo lutando de frente. Os pobres são as minorias políticas, porque as vozes não são ouvidas, mas somos maiores em números. De bicicleta, vamos enfrentar esses aviões sucateados", declarou.

O coletivo RUPTURA que Yasmin está integrada tem esse nome escolhido, porque Ruptura é o significado de "Monxorós", palavra em língua tupi, que deu origem ao nome da cidade de Mossoró. Os índios batizaram a cidade com esse nome em alusão ao rio que mudou para sempre a arquitetura urbana da cidade. O PSOL defende a ideia de que é hora de romper com o fascismo, para mudar a estrutura política da cidade.

RUPTURA possui o acrônimo Rompendo Ultrapassadas Práticas Trazendo União Resistência e Ativismos.


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