05 DEZ 2020 | ATUALIZADO 07:49
POLÍCIA
27/10/2020 15:28
Atualizado
27/10/2020 15:32

Caso Karolina Oliveira: suspeito de matar a adolescente vai a julgamento na Paraíba

A+   A-  
Uma audiência de instrução foi iniciada na manhã desta terça (27), mas acabou remarcada para novembro após o advogado de defesa desistir do processo; Karolina, de 16 anos, foi morta em 5 de agosto de 2019, quando saiu de casa, em goianinha, para ir até uma lan-house imprimir um trabalho de matemática. Ela nem conseguiu chegar ao destino. A menina foi estuprada e morta a facadas.
Imagem 1 -
FOTO: KLEBER TEIXEIRA/INTER TV CABUGI

Um caminhoneiro de 34 anos acusado de ter estuprado e matado a adolescente potiguar Karolina Oliveira Gomes, de 16 anos, em agosto de 2019, vai a julgamento.

Uma audiência de instrução foi iniciada na manhã desta terça (27), mas acabou remarcada para novembro após o advogado de defesa desistir do processo.

A adolescente saiu de casa, em Goianinha, no Rio Grande do Norte, para imprimir um trabalho no dia 5 de agosto de 2019. No entanto, ela desapareceu e foi encontrada morta um dia depois em um canavial no município de Mamanguape, na Paraíba.

Veja mais:

Polícia da PB localiza celular de Karoline Oliveira em Recife

Suspeito de ter matado Karolina Oliveira é preso em Pernambuco

Caso Karolina Oliveira: perícia indica que adolescente foi estuprada


O julgamento é comandando pela Justiça paraibana. Nesta terça-feira (27), familiares e amigos de Karol, como era conhecida, se mobilizaram em Goianinha e seguiram viagem em dois ônibus até Mamanguape. Já no fórum da cidade, os pais pediram a prisão do acusado.

O caminhoneiro preso pelo crime, chegou ao fórum de Mamanguape sob gritos de revolta dos familiares da vítima, por volta das 8h30. Apesar da presença de todas as partes, a audiência foi suspensa, por causa da desistência da defesa.

"Estamos muito apreensivos com o resultado desse julgamento. A gente espera uma condenação com pena máxima. A gente vem esperando essa resposta há um ano e dois meses", disse a mãe de Karol, Ednilda Fernandes.

"É para ele ficar pelo menos um bom tempo na cadeia. Hoje em dia é fácil demais sair da cadeia. Não sai a menina do cemitério, mas ele sai da cadeia", disse o pai da jovem, Francisco Gomes.


O CASO

Karolina saiu de casa na noite do dia 5 de agosto de 2019, uma segunda-feira, para ir até uma lan-house imprimir um trabalho de matemática. Ela nem conseguiu chegar ao destino.

Quando a família percebeu a demora, ligou várias vezes para a adolescente, mas não conseguiu nenhum contato. Na manhã seguinte, o corpo da adolescente foi encontrado em um canavial em Mamanguape, já na Paraíba.

A vítima estava nua e com marcas de facada pelo corpo. No dia 8 de agosto, a Polícia Civil conseguiu imagens de câmeras de segurança que mostravam o local onde a menina desapareceu.

Em uma das imagens, um caminhão-baú branco aparece. As imagens também mostram a movimentação de um homem pelo local e a menina se aproximando da região.

Ainda em agosto, o caminhoneiro suspeito da morte da adolescente foi preso em Custódia, em Pernambuco. O homem negou o crime.

Apesar disso, a polícia afirma que, por meio de GPS, conseguiu rastrear o trajeto feito pelo caminhão e o percurso apontava para o local onde Karol foi encontrada morta.

Outras provas ainda apontariam para o caminhoneiro como principal suspeito. Fios de cabelo da menina, por exemplo, foram encontrados no veículo dirigido pelo suspeito.

Também há o testemunho de um homem que comprou o celular da jovem e disse que o caminhoneiro foi quem vendeu o aparelho para ele.

Por fim, o laudo do instituto de perícia da Paraíba apontou que a jovem foi estuprada e o material genético encontrado no corpo dela era compatível com o do suspeito.


Notas

AME

Publicidades

Outras Notícias

Deixe seu comentário