08 MAI 2021 | ATUALIZADO 18:16
MOSSORÓ
CEZAR ALVES
23/04/2021 11:51
Atualizado
23/04/2021 13:11

Covid-19: A incrível história de Luan que acredita ter nascido de novo

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O técnico em edificações Luan Carlos da Silva, de 31 anos, residente em Mossoró, diz que teve o pior mês de março de sua vida. E não é para menos. Esteve tão perto da morte em função da covid-19, que acredita ter nascido de novo. Ele relata que durante o tratamento, que ele classifica como sensacional no Hospital São Luiz, abriu a mente para nova perspectiva de vida.
Imagem 1 -  O técnico em edificações Luan Carlos da Silva, de 31 anos, residente em Mossoró, diz que teve o pior mês de março de sua vida. E não é para menos. Esteve tão perto da morte em função da covid-19, que acredita ter nascido de novo. Ele relata que durante o tratamento, que ele classifica como sensacional no Hospital São Luiz, abriu a mente para nova perspectiva de vida.
O técnico em edificações Luan Carlos da Silva, de 31 anos, residente em Mossoró, diz que teve o pior mês de março de sua vida. E não é para menos. Esteve tão perto da morte em função da covid-19, que acredita ter nascido de novo. Ele relata que durante o tratamento, que ele classifica como sensacional no Hospital São Luiz, abriu a mente para nova perspectiva de vida.
FOTO: CARLA ALBUQUERQUE

O tratamento do paciente com covid19 é doloroso. Para quem precisa de UTI, o quadro é pior. 80% daqueles quem precisam de respiração mecânica, não conseguem sobreviver.

É desesperador para o médico, enfermeiro, técnico, fisioterapeuta, enfim, todos que convivem no ambiente de UTI, mas nada se compara ao que sente o paciente consciente dentro da UTI.

O técnico em edificações Luan Carlos da Silva, de 31 anos, residente em Mossoró, diz que teve o pior mês de março de sua vida. E não é para menos. Esteve tão perto da morte em função da covid-19, que acredita ter nascido de novo.

Ele relata que durante o tratamento, que ele classifica como sensacional no Hospital São Luiz, abriu a mente para nova perspectiva de vida.

Narra que sentiu os primeiros sintomas no dia 7 de março. Eram dores incomuns na cabeça. “Eu já tinha tido dores de cabeça, mas não daquele jeito”, diz.

Em seguida, Luan diz que sentiu o corpo dolorido, daí passou a considerar a possibilidade de ter contraído o novo coronavírus e procurou a Unidade de Pronto Atendimento do Bairro Belo Horizonte.

Primeiro fez exame (swab) na UPA, onde visualizou muita gente entrando e saindo com os sintomas, e constatou que estava com a covid-19. O médico receitou os medicamentos previstos no protocolo, fez as recomendações para o tratamento em casa. “Me isolei no meu quarto e fiquei conversando com os amigos por celular”, diz.

Só que o quadro piorou e ele decidiu procurar um infectologista particular, que fez o exame com a ‘maquininha’ no dedo e constatou que estava com a saturação (oxigênio no sangue) abaixo de 90.

“Quando eu estava caminhando do carro para o consultório, eu já percebi que a situação era muito séria. Caminhei pouco e quase não consigo”, diz.

O médico naquele momento já decidiu que a internação deveria ser de imediato. Pediu, no entanto, que fosse feito um exame de gasometria mais apurado. Luan Carlos da Silva, com 136 quilos distribuídos em 1 metro e 76 de altura, passou a ficar preocupado.

O exame foi feito na UPA do Belo Horizonte e confirmou as suspeitas do médico. Luan Carlos deveria ser internado imediatamente num leito de UTI, para receber atenção médica 24 horas. Passou a usar um cateter nasal, enquanto chegava na UTI, para receber oxigênio numa máscara.

Luan narra que neste momento bateu um certo desespero, mas que sua mãe e os profissionais de saúde o confortaram. Havia 8 pacientes em fila por UTI e no dia seguinte já apareceu vaga no Hospital São Luiz, que quando “eu cheguei lá, achei um pouco estranho, pois até então minha mãe e os médicos não tinham me falado que seria internado na UTI”.

Sobre o atendimento dos médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e assistentes o próprio Luan Carlos da Silva pediu para falar.

Segue:


Luan Carlos estava aguardando para ser intubado na UTI covid-19 do Hospital São Luiz, já tinha inclusive feito o acesso. Daí, os amigos e familiares conseguiram um capacete Elmo (criação de pesquisadores do Ceará) uma caixa de um medicamento (Tocilizumabe) na Paraíba, que, apesar de não estar no protocolo do tratamento covid-19, os médicos acreditam que ajuda.

O paciente narrou que estava com saturação abaixo de 70, respirando com muitas dificuldades, ficando forças. Era uma sensação de como se não tivesse volta. Quando botou o capacete Elmo e tomou a medicação, mudou tudo.

Neste momento, Luan Carlos passou acreditar que iria sobreviver. As forças voltaram, a oxigenação no sangue melhorou.

Assista a entrevista completa com Luan Carlos.



Notas

Posto JP Fevereiro de 2021

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